25 de agosto de 2019 - 11:14

Esporte

09/06/2019 18:56

Brasil, Itália e Inglaterra foram as vencedoras da rodada de domingo

Com vitória sobre a Jamaica, brasileiras lideram Grupo C

Por Sergio du Bocage 

Há 10 meses o Seleção Brasileira de Futebol Feminino não vencia um jogo – foram nove derrotas nos últimos nove jogos. A camisa 10, Marta, principal jogadora do mundo, estava lesionada, no banco. A desconfiança tomava conta da torcida.,mas bastaram os primeiros 90 minutos na Copa do Mundo de Futebol Feminino, em Grenoble, para tudo ficar para trás. Com três gols de Cristiane, o Brasil estreou com vitória tranquila de 3 a 0 sobre a Jamaica, resultado que garantiu à equipe de Vadão a liderança do Grupo C.
No outro jogo do grupo, um resultado surpreendente: a Itália superou a favorita Austrália por 2 a 1.
Além do resultado, a vitória brasileira registrou marcas históricas. O hat-trick de Cristiane foi o terceiro de uma jogadora da seleção em Copas do Mundo, igualando-se aos de Pretinha e Sissi. Com os três gols, a camisa 11 do Brasil passa a ter 9 gols e é a segunda maior artilheira do Brasil na competição, ficando atrás apenas de Marta, que tem 15.
Tem mais: Cristiane bateu a marca de Cristiano Ronaldo, ele mesmo, o português, pois agora ela é a jogadora mais velha da história a conseguir três gols na competição, entre homens e mulheres – a brasileira está com 34 anos e 25 dias, enquanto CR7 tinha 33 anos e 130 dias quando obteve a mesma marca. Por fim, a artilheira da Copa do Mundo da França é a primeira jogadora da história a fazer três gols em Mundiais diferentes: 2007, 2011 e 2019.
Outra marca importante e histórica foi registrada por Formiga. A volante brasileira, ao entrar em campo, na sétima Copa do Mundo que disputa, tornou-se a jogadora mais velha a jogar em um Mundial, com 41 anos e 98 dias.
Quanto ao jogo, a vitória do Brasil poderia ter sido mais tranquila, não fossem as muitas oportunidades desperdiçadas, incluindo um pênalti batido por Andressa Alves e defendido pela goleira Schneider. No primeiro tempo, o Brasil fez apenas um gol, em uma cabeçada de Cristiane, aos 15 minutos. E só no segundo tempo ampliou a vantagem, aos 4 minutos, com Cristiane aproveitando cruzamento da direita de Andressa Alves, e aos 18, numa bela cobrança de falta.
O Brasil volta a campo quinta-feira (13), às 13h, para enfrentar a Austrália, no Estádio de La Mosson, em Montpellier. Nova vitória praticamente garante o Brasil nas oitavas de final da Copa, e a vaga pode vir no dia seguinte, se a Itália vencer a Jamaica, no Estádio Auguste-Delaune, em Reims.
O Brasil jogou com Bárbara, Leticia Santos, Kathellen (Daiane), Mônica e Tamires; Thaisa, Formiga e Andressa Alves; Debinha, Bia Zaneratto (Geyse) e Cristiane (Ludmila). A Jamaica , com Sydney Schneider, Bond-Flasza, Plummer, Allyson Swaby e Blackwood; Matthews (Brown), Solaun e Chantelle Swaby; Sweatman, Carter (Cameron) e Shaw. A árbitra do jogo foi Riem Hussein (Alemanha), auxiliado por Kylie Cockburn (Escócia), Mihaela Tepusa (Romênia) e Kateryna Monzul (Ucrânia).

Itália surpreende e vence Austrália no Grupo C


Quando foram definidos os grupos da Copa do Mundo de Futebol Feminino, na França, a Seleção Brasileira sabia que teria pela frente uma adversária difícil e uma concorrente direta pela segunda vaga do grupo para as oitavas de final da competição. Ao final da rodada de sábado (8), porém, a história mudou um pouco: no primeiro jogo da história das Copas entre as duas seleções, a Itália, a concorrente, venceu de virada a favorita Austrália e, com isso, colocou o Brasil, líder do grupo C graças à vitória de 3 a 0 sobre a Jamaica, com a obrigação de ao menos garantir um empate com as australianas, para depender apenas de si na última rodada da fase de classificação.
O Estádio du Hainaut, em Valenciennes, viu um jogo animado, que começou como era esperado, com as experientes australianos buscando logo a vitória. Kerr, aos 22 minutos, fez 1 a 0, aproveitando o rebote de um pênalti que ela mesma bateu e perdeu. O empate surgiu apenas no segundo tempo, em contra-ataque bem aproveitando por Bonansea, aos 11 minutos. A pressão das australianas, conhecida como Matildas – apelido dado em razão da canção Waltzing Matilda, considerada por muitos o segundo hino australiano –, continuou, mas a Azzurra não só suportou, com ainda encontrou tempo para virar, aos 49 minutos, nos acréscimos do jogo. E novamente com Bonansea, atual vice-artilheira da Copa.
O gol de Bonansea entra pra história da Copa – registrado aos 94:39 minutos de jogo, ele é o gol da vitória mais tarde no tempo normal, na história do Mundial Feminino.
A Itália está em segundo lugar no Grupo C e volta a campo sexta-feira (14) contra , a Jamaica, no Estádio Auguste-Delaune, em Reims.
A Itália venceu com Giuliani; Bergamaschi (Giacinti), Gama, Linari e Guagni; Giugliano, Cernoia e Galli (Bartoli); Bonansea; Girelli e Mauro (Sabatino). A Austrália jogou com Williams, Carpenter, Polkinghorne, Kennedy e Catley; Van Egmond, Raso (Gorry), Yallop (Kellond-Knight), Foord e Logarzo (de Vanna); Kerr.

Inglaterra vence Escócia e lidera Grupo D

O placar foi apertado, mas a Inglaterra não teve dificuldades para vencer a Escócia, na primeira partida entre as duas seleções na história da Copa do Mundo de Futebol Feminino. No jogo disputado no Estádio de Nice, as inglesas venceram por 2 a 1 e assumiram a liderança do Grupo D – a outra partida da chave será nesta segunda-feira (10), às 13h, no Estádio Parc de Princes, em Paris, entre Argentina e Japão.
Os gols da vitória inglesa foram marcados por Parris, de pênalti, aos 14 minutos do primeiro tempo, e White, aos 40. Já o gol da Escócia, que entrou para a história, foi marcado por Emslie, aos 33 minutos do segundo tempo. Este foi o primeiro gol da Escócia na história das Copas do Mundo de Futebol Feminino.
A Inglaterra jogou com Bardsley, Bronze, Houghton, Bright (McManus) e Greenwood; Walsh, Parris, Scott, Kirby (Stanway) e Mead (Carney); White. A Escócia , com Alexander, Howard (Arthur), Corsie, Beattie e Docherty (Smith); Murray (Arnot) e Weir; Emslie, Little e Evans; Cuthbert . A árbitra do jogo foi Jana Adamkova, da República Tcheca.


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