A campanha de vacinação contra brucelose para o primeiro semestre de 2026 termina nesta terça-feira (30). A vacina deve ser aplicada por um médico veterinário cadastrado, que também fornece o atestado de vacinação ao produtor. A partir de 1º de julho, começa a campanha do segundo semestre.
A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), informa que a campanha de vacinação contra a brucelose no primeiro semestre acaba nesta terça-feira (30). A campanha do segundo semestre de 2026 começa na quarta-feira, 1º de julho, e vai até 31 de dezembro. Ela é para vacinar bezerras bovinas e bubalinas (búfalas) de três a oito meses de idade.
A vacina é viva, ou seja, pode causar infecção em quem a manuseia. Por isso, a aplicação deve ser feita por um médico veterinário cadastrado. Esse profissional garante a aplicação correta e fornece o atestado de vacinação ao produtor.
- A vacinação contra brucelose é obrigatória para bezerras de 3 a 8 meses.
- A vacina é viva e perigosa para humanos, por isso só pode ser aplicada por veterinário.
- O veterinário cadastrado dá o atestado que comprova a vacinação.
- Existe um novo método de identificação dos animais vacinados, usando bottons coloridos.
- Esse método substitui a antiga marcação a fogo, sendo mais seguro para o animal e o profissional.
A lista de médicos veterinários cadastrados para fazer a vacinação em várias cidades de São Paulo está disponível no site da Defesa Agropecuária.
A declaração de vacinação deve ser feita pelo veterinário responsável. Ele precisa cadastrar o atestado no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em até quatro dias após a vacinação. Esse prazo vale dentro do período da campanha.
Se o número de animais vacinados for diferente do total declarado pelo produtor no sistema, a declaração não será aceita. Nesse caso, o veterinário e o produtor receberão uma notificação por e-mail. O proprietário terá que resolver a pendência para que a vacinação seja validada.
Nova forma de identificar os animais vacinados
Um novo modelo de identificação dos animais vacinados contra brucelose foi aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Ele é o primeiro do país e não é obrigatório. A novidade substitui a antiga marcação a fogo, que queimava a pele do animal.
Esse método alternativo melhora o bem-estar animal, aumenta a produtividade, a qualidade do manejo e a segurança do produtor e do veterinário. A identificação é feita com bottons coloridos: o amarelo para a vacina B19 e o azul para a vacina RB 51. Antes, a marcação era feita a fogo, com o número do ano ou a letra V.
Se o botton for perdido, danificado ou sofrer qualquer alteração, o produtor deve pedir uma nova aplicação ao veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.
Se não for possível comprar o botton, o animal deve ser identificado seguindo as regras do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária também informa que o uso do botton só vale dentro do estado de São Paulo. Animais identificados com esse método alternativo não podem circular para outros estados.


Agência SP





