O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) criou um programa de US$ 500 milhões para apoiar frigoríficos de pequeno e médio porte que estão enfrentando custos altos e falta de bois para abate.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou nesta terça-feira (30) o lançamento do Programa de Fortalecimento da Capacidade de Processamento para Pecuaristas dos Estados Unidos, destinado a apoiar pequenos e médios estabelecimentos de processamento de carne bovina no país. A iniciativa prevê até US$ 500 milhões em pagamentos a empresas elegíveis.
Segundo o USDA, o objetivo do programa é oferecer apoio temporário a frigoríficos que enfrentam aumento nos custos de aquisição de bovinos para abate em razão da redução da oferta de animais e de outras condições que afetam atualmente o mercado pecuário norte-americano. Os recursos serão administrados pela Agência de Serviços Agrícolas.
- O programa vai destinar até US$ 500 milhões para frigoríficos pequenos e médios nos EUA
- Só podem participar empresas americanas que não sejam as maiores do mercado
- O rebanho de bois nos Estados Unidos está no menor nível em 75 anos
- Quatro grandes empresas controlam 85% do processamento de carne no país
- O objetivo é ajudar quem está com dificuldade para comprar bois por causa dos preços altos
De acordo com o governo norte-americano, poderão participar do programa estabelecimentos de processamento de carne bovina sob inspeção federal, além de unidades inspecionadas por programas autorizados.
Para serem elegíveis, as empresas deverão ser de propriedade norte-americana e não poderão ser classificadas como dominantes no mercado nacional de processamento de carne bovina. O USDA informou que considerará dominante a empresa cuja participação de mercado seja igual ou superior à da quarta maior processadora do setor.
No comunicado, o USDA destacou que o setor de processamento de carne bovina nos Estados Unidos permanece concentrado, com quatro empresas respondendo por aproximadamente 85% da capacidade de processamento, sendo duas delas de controle estrangeiro, como a JBS e a MBRF.
O órgão também informou que o rebanho bovino norte-americano está no menor nível em 75 anos.


Reuters/Amanda Perobelli






