Ao abordar temas como autoritarismo político e o avanço desenfreado das tecnologias, as obras podem estimular o pensamento crítico de crianças e adolescentes
Um clássico da literatura, a série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, foi um sucesso absoluto na década de 1980 ao satirizar a sobrevivência no espaço ao transformar a toalha em um dos itens mais essenciais para qualquer viajante intergaláctico. Seu êxito foi responsável pela introdução aos livros de muitos jovens e adolescentes. Ainda hoje, obras distópicas e de ficção científica continuam exercendo esse papel.
Para Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação., ao tratar temas complexos como o autoritarismo, o avanço das tecnologias e os impactos das transformações sociais, essas obras aproximam os adolescentes de debates atuais e os atraem à literatura por meio de narrativas envolventes, com universos imaginativos e personagens com os quais podem se identificar.
“Ao transportar esses debates para histórias fictícias, os livros conseguem aproximar adolescentes de discussões complexas de uma maneira menos engessada do que outros formatos tradicionais. Além de estimular o hábito da leitura, essas obras ainda têm o poder de incentivam o pensamento crítico e a reflexão sobre as estruturas do mundo em que vivemos e viveremos”, complementa.
Exemplo disso é o livro 1984 (Editora Ática), de George Orwell, que traz em um romance distópico uma reflexão coletiva sobre a organização da sociedade. Baseado nas violências dos regimes totalitaristas, a obra retrata uma nação governada pelo Partido e pelo Grande Irmão. Já em Viagem ao centro da Terra (Editora Ática), Júlio Verne desperta a curiosidade dos leitores passeando por áreas como geologia, paleontologia e exploração científica.
Na literatura brasileira,o livro da Série Vaga-lume Os marcianos ( Editora Ática), de Luiz Antonio Aguiar, aborda temas como censura, apagamento histórico e isolamento social em uma sociedade futurista ambientada em Marte. Em meio a astronaves, estações espaciais e escavações arqueológicas, a obra utiliza a ficção científica para refletir sobre controle da informação, agorafobia e a reclusão juvenil provocada pelo universo virtual.
Sobre a unidade de Literatura da SOMOS Educação - Com mais de 1,6 mil obras em seu catálogo e mais de 500 autores nacionais e estrangeiros, de diversos gêneros literários, a área de Literatura da SOMOS Educação reúne obras dos selos Ática, Atual, Caramelo, Formato, Saraiva e Scipione de literatura infantojuvenil. A área também é responsável pelo Coletivo Leitor, portal que busca difundir o valor e a importância da leitura e da literatura para o ser humano desde criança, estimulando estimular o desenvolvimento da criatividade e da empatia.







