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Brasil responde aos EUA: tarifa é remédio errado e Pix não exclui empresas estrangeiras

Economia Tarifa 02/07/2026 09:11 Geralda Doca, EXTRA extra.globo.com

O governo brasileiro, em um documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma resposta oficial aos Estados Unidos para tentar evitar a cobrança de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O Brasil argumenta que essa tarifa é uma medida inadequada e que o sistema de pagamentos Pix não prejudica empresas de outros países, pelo contrário, ele ampliou o mercado e trouxe mais empresas, incluindo americanas, para o setor. O documento também defende que o Brasil tem leis anticorrupção e age contra o desmatamento, e que a tarifa sobre o etanol brasileiro segue as regras internacionais e não é injusta.

O governo brasileiro respondeu aos Estados Unidos dizendo que a ideia de cobrar uma tarifa de 25% sobre os produtos do Brasil é um 'remédio inapropriado'. Eles também explicaram que o Pix não exclui empresas estrangeiras, pelo contrário, ajudou a aumentar o mercado e a incluir mais pessoas no sistema bancário. Essa resposta foi dada por causa de uma investigação que o governo americano, comandado por Donald Trump, abriu contra o Brasil.

  • O que os EUA querem Aplicar uma taxa de 25% em produtos brasileiros, o que deixaria tudo mais caro.
  • O que o Brasil diz sobre o Pix O sistema de pagamentos é justo e não favorece só empresas brasileiras, incluindo gigantes americanas como Google Pay e Visa.
  • O Brasil é contra a corrupção Sim, o país disse que tem leis fortes contra corrupção desde 2013 e que cumpre acordos internacionais.
  • E o meio ambiente O governo brasileiro afirmou que está combatendo o desmatamento e aumentou o dinheiro para fiscalizar madeira e créditos florestais.
  • O que muda para o etanol O Brasil defende que a tarifa sobre o etanol brasileiro segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não é discriminatória.

Os argumentos foram apresentados na investigação aberta pela gestão de Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

País soberano

O governo brasileiro alega ainda que a Seção 301 não autoriza os EUA a impor sanções comerciais a um país soberano apenas por discordância política. O Brasil argumenta que a atitude dos EUA é 'irracional' e prejudica o comércio americano.

No documento, o chanceler Mauro Vieira pede que os EUA desistam de aplicar medidas unilaterais contra o Brasil. Ele diz: 'O governo do Brasil solicita que o USTR se abstenha de impor medidas unilaterais como resultado desta investigação'.

Combate ao desmatamento

O Brasil também respondeu a outras críticas dos EUA. O país afirmou que mantém um sistema de combate à corrupção forte, baseado em leis próprias e compromissos internacionais desde 2013. Além disso, lembrou que tem acordos específicos com os EUA contra a corrupção.

O documento ainda cita ações de combate ao desmatamento, como o aumento do orçamento para fiscalizar fraudes no setor de madeira e créditos florestais.

Sobre o mercado de etanol, que é muito importante para a economia americana, o Brasil explicou que a tarifa cobrada sobre o etanol brasileiro é baseada em regras internacionais (Nação Mais Favorecida) e fica abaixo do limite permitido pela OMC, sem prejudicar os EUA.