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11 de agosto de 2026

Novo imposto: empresas já precisam informar CBS e IBS nas notas fiscais

Economia Tributos 05/08/2026 11:15

A partir de agosto, as empresas terão que incluir nas notas fiscais os novos tributos da reforma tributária, CBS e IBS. Quem não se adaptar pode ter as notas rejeitadas e sofrer penalidades. Veja os principais impactos que podem passar despercebidos.

A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) encerraram o prazo para receber sugestões para melhorar o texto que regulamenta o novo imposto criado pela reforma tributária. Agora, as equipes técnicas vão analisar as propostas para incorporá-las em futuras versões das normas.

O texto original foi publicado no final de abril, quando também foi estabelecido o regulamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que também foi criada pela reforma.

  • A CBS e o IBS vão substituir os tributos PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, unificando parte da tributação sobre o consumo.
  • O imposto passará a ser cobrado no local onde o produto ou serviço é consumido, e não mais onde ele é produzido.
  • As empresas poderão aproveitar créditos tributários de forma mais ampla sobre bens e serviços usados na atividade econômica.
  • Os campos CBS e IBS nas notas fiscais eletrônicas já são obrigatórios a partir de 2026 e a cobrança efetiva começa em 2027.
  • As empresas que se adaptarem desde já terão menor risco de problemas e mais oportunidades de reduzir custos.

Desde então, muitos efeitos dessas regulamentações ainda são pouco conhecidos e estão passando despercebidos pelas empresas. Essa é a avaliação do CEO e de especialistas da ASIS Tax Tech, uma plataforma de inteligência tributária, ao analisar o cenário atual de implementação gradual da reforma. A transição vai deste ano até o final de 2032, e em janeiro de 2033 o novo modelo estará totalmente em vigor.

Empresas precisam se preparar para as novas regras

Para o CEO da ASIS Tax Tech, Ulisses Brondi, a proximidade das penalidades, previstas para agosto de 2026, ainda não fez muitas empresas perceberem a urgência de se adaptar à reforma tributária. As obrigações fiscais que começam a ser exigidas, embora não representem cobrança de tributos agora, são essenciais para a gestão interna.

"Muitas empresas ainda acham que 2026 é só um período de adaptação sem riscos. Na prática, é um momento estratégico, porque é quando o Fisco começa a formar a base de dados que será usada nos próximos anos. Por isso, é fundamental que as empresas usem esse período de testes para validar cadastros, corrigir erros e preparar suas operações antes da cobrança efetiva", recomenda o especialista.

Mudanças na rotina e riscos para quem não se adaptar

As regulamentações da CBS e do IBS, publicadas em abril, tornaram obrigatório, a partir de agosto, o preenchimento dos campos desses tributos nos documentos fiscais. Não haverá cobrança desses impostos ainda, isso começará em 2027. Porém, quem não informar os campos corretamente pode ter a nota fiscal rejeitada pelo Fisco.

Outro ponto importante é que as novas regras trazem mudanças operacionais e na gestão fiscal, mesmo sem a cobrança imediata dos tributos. "O preenchimento correto dos campos CBS/IBS vai exigir adaptações nos sistemas de ERP, emissores de notas fiscais e processos fiscais. Será preciso revisar cadastros de produtos, regras tributárias, configurações fiscais e integrações para gerar o XML da nota fiscal", explica Brondi.

Além de novas obrigações, as empresas terão que revisar processos internos e treinar equipes das áreas fiscal, contábil e de tecnologia. "Do contrário, além de multas por falta ou erro de informações, as empresas podem ter aumento da carga tributária, problemas no fluxo de caixa e queda nas margens de lucro", alerta.

Oportunidades para quem se antecipar

Por outro lado, o período de transição traz oportunidades para as empresas que se prepararem. "Empresas que se anteciparem terão mais segurança, menos risco de erros e mais chances de reduzir custos e aproveitar créditos no novo modelo", orienta Brondi.

Os 20 impactos da CBS e IBS que podem passar despercebidos

A equipe da ASIS listou os principais impactos das novas regras:

  1. A CBS e o IBS vão substituir tributos como PIS, Cofins, IPI (exceto para produtos concorrentes aos da Zona Franca de Manaus), ICMS e ISS.
  2. A tributação passa a ser no destino: o imposto é pago onde o produto ou serviço é consumido.
  3. Créditos tributários poderão ser aproveitados de forma mais ampla.
  4. Os campos IBS/CBS são obrigatórios no XML/nota fiscal já em 2026.
  5. A validação fiscal será mais rigorosa, podendo rejeitar notas com erros.
  6. Cadastro de produtos, serviços e fornecedores precisa estar atualizado.
  7. As empresas terão que revisar as regras tributárias nos sistemas ERP.
  8. A transição será gradual até 2033.
  9. 2026 será um ano de testes e adaptação.
  10. A cobrança efetiva da CBS começa em 2027.
  11. O controle eletrônico do Governo será mais automatizado.
  12. As empresas precisarão verificar inconsistências cadastrais com mais frequência.
  13. O fluxo de caixa pode ser impactado pelas mudanças nos créditos e nos pagamentos.
  14. A formação de preços e margens de lucro terá que ser recalculada.
  15. Contratos com clientes e fornecedores podem precisar de ajustes.
  16. As equipes precisarão de treinamento nas novas regras.
  17. Algumas empresas podem ter aumento da carga tributária.
  18. Empresas organizadas podem automatizar processos e ganhar eficiência.
  19. A governança tributária se tornará mais estratégica.
  20. Planejar com antecedência reduz riscos e aumenta oportunidades.