pt-br

China aumenta presença no mercado brasileiro de agroquímicos

Geral Agroquímicos 06/07/2026 08:04 Kassi Bonissoni - Ruralpress

A China está se tornando cada vez mais importante no fornecimento de produtos químicos para a agricultura brasileira. Um pesquisador chinês vai explicar, em um evento, como as mudanças no mercado internacional podem afetar os custos, a tecnologia e a produção de alimentos no Brasil.

A reorganização das cadeias de suprimento no mundo e as incertezas políticas entre os países estão colocando o abastecimento da agricultura no centro dos debates. A China é um país muito importante no fornecimento global de insumos para o campo. Por isso, entender como isso afeta a competitividade do agronegócio brasileiro é uma prioridade para produtores, indústrias e especialistas.

  • A China é o maior exportador mundial de agroquímicos, como defensivos agrícolas.
  • O Brasil depende muito desses produtos chineses para suas plantações.
  • Um pesquisador chinês vai falar sobre os desafios e oportunidades dessa parceria.
  • O evento vai discutir como garantir o fornecimento mesmo com problemas geopolíticos.
  • A parceria pode trazer mais tecnologia e reduzir custos para o agricultor brasileiro.

Esse será o tema da palestra: "Desafios na cadeia de suprimentos da China", apresentada pelo pesquisador Zhang Jinlong, durante o 17º Brasil Agrochemshow, que acontece nos dias 3 e 4 de agosto, em São Paulo. A China, além de ser o maior importador mundial, também lidera as exportações de agroquímicos, tornando-se peça-chave para o acesso a moléculas, tecnologias e soluções usadas em várias culturas brasileiras.

A importância desse cenário aumenta com a expansão das relações comerciais entre os países. Dados recentes mostram um crescimento constante do comércio entre brasileiros e chineses, ampliando investimentos, fortalecendo operações locais e criando novos modelos de cooperação para o agro.

Para Jinlong, a estrutura industrial chinesa tem um papel importante para aumentar a competitividade do setor agrícola mundial. "A indústria agroquímica tem vantagens competitivas importantes em escala de produção, diversidade de produtos e eficiência de custos. Isso ajuda a ampliar o acesso dos produtores brasileiros a insumos, moléculas e soluções tecnológicas mais competitivas", afirma.

Segundo o pesquisador, uma das principais qualidades da indústria chinesa está na integração de sua cadeia produtiva, junto com a capacidade tecnológica e o desenvolvimento de inovação. "A China construiu uma cadeia industrial completa, apoiada por talentos em engenharia e forte capacidade financeira. Essa integração ajuda a garantir maior estabilidade no fornecimento global, especialmente em um contexto de crescentes demandas e incertezas geopolíticas", destaca.

Parceria estratégica

Tendências como o encurtamento das cadeias de valor e a criação conjunta de valor entre mercados tendem a acelerar nos próximos anos, beneficiando diretamente a agricultura brasileira. "Empresas chinesas vêm ampliando investimentos no Brasil, seja por meio do registro local de produtos, da abertura de subsidiárias ou da formação de equipes operacionais no país. Esse movimento fortalece o acesso direto a soluções para desafios como plantas daninhas, pragas e doenças nas lavouras", explica.

Além dos impactos econômicos, a aproximação entre os países também pode gerar ganhos operacionais importantes para a cadeia, reduzindo riscos cambiais, ampliando previsibilidade e fortalecendo a oferta de tecnologias ao campo.

Durante o AgrochemShow 2026, a discussão deve lançar luz sobre uma pergunta cada vez mais estratégica para o setor: como transformar uma cadeia global sujeita a pressões geopolíticas em uma rede mais eficiente, resiliente e preparada para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro