A droga estava escondida em 260 toneladas de madeira. A operação aconteceu em duas cidades e pode resultar na maior apreensão já registrada no Brasil.
As forças de segurança apreenderam 260 toneladas de madeira em Cáceres (a 220 km de Cuiabá) e em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, durante uma operação que pode resultar na maior apreensão de cocaína líquida já registrada no Brasil. A ação faz parte da Operação Timber Shield e ocorreu na sexta-feira (19).
A fiscalização aconteceu depois que informações de inteligência indicaram o uso de cargas de madeira para transportar cocaína líquida para outros países, escondida na estrutura do material. Ao todo, oito caminhões foram interceptados na faixa de fronteira, sendo quatro em Cáceres e quatro em Corumbá, cada um carregando cerca de 130 toneladas de madeira.
- A operação aconteceu em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
- A cocaína era misturada à madeira para não ser detectada em fiscalizações.
- As investigações começaram com informações compartilhadas pelos Estados Unidos.
- No Chile, uma operação parecida apreendeu 100 toneladas de cocaína em junho.
- Especialistas estimam que a droga pode representar de 10% a 20% do peso total da carga.
Segundo a Receita Federal, os primeiros testes feitos nas cargas deram positivo para cocaína. A Polícia Federal foi chamada e ficou responsável pelo material para aprofundar as investigações e confirmar a quantidade exata da droga escondida.
As autoridades brasileiras informaram que os criminosos usavam um método sofisticado para esconder a cocaína, misturando a droga líquida com a madeira para dificultar a descoberta em inspeções. Essa prática já estava sendo monitorada por órgãos de segurança do Brasil e de outros países.
De acordo com informações compartilhadas pelos Estados Unidos, a carga apreendida no Brasil tem ligação com uma operação recente da Aduana do Chile. No dia 6 de junho, autoridades chilenas apreenderam cerca de 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia usando o mesmo método de esconderijo. As investigações indicam que as cargas podem ter saído do mesmo centro de produção boliviano.
Com base em casos anteriores que usaram a mesma técnica, especialistas acreditam que entre 10% e 20% do peso total da carga pode ser a substância ilegal. Se isso for confirmado pelos exames da perícia criminal federal, a quantidade de cocaína apreendida pode variar entre 20 e 50 toneladas. A Polícia Federal vai continuar as investigações para descobrir quem enviou a carga, a rota usada pelos criminosos e os possíveis compradores da droga no mercado internacional.


260 toneladas de madeira foram apreendidas em Cáceres e Corumbá





