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Influenciador preso por usar fama na internet para explorar crianças

Policia Crime 01/07/2026 10:54 André Derviche (Agência SP) agenciasp.sp.gov.br

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um influenciador digital de 24 anos suspeito de aliciar crianças e adolescentes pelas redes sociais em troca de fotos e vídeos íntimos. A Operação Game Over foi realizada em Florianópolis e apreendeu computador e celular com material de pornografia infantil.

Um influenciador digital de 24 anos, suspeito de cometer crimes contra crianças e adolescentes pela internet, foi preso na terça-feira (30). A prisão aconteceu depois de uma investigação da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo. Ele foi detido em Florianópolis, em Santa Catarina, durante a Operação Game Over, com ajuda das Polícias Civil e Científica daquele estado.

Além do mandado de prisão temporária, os policiais fizeram uma busca e apreensão na casa do suspeito. No local, foram levados um computador e um celular. Durante a primeira análise do computador, os agentes encontraram arquivos com material de pornografia infantojuvenil.

  • O influenciador usava sua popularidade em jogos online para aliciar crianças e adolescentes.
  • Ele prometia moedas virtuais e seguidores em troca de fotos e vídeos íntimos.
  • Depois de receber o primeiro material, ele ameaçava divulgar as imagens para a família das vítimas.
  • A investigação começou após a denúncia da família de uma criança de 10 anos.
  • Durante a operação, os policiais encontraram uma segunda vítima e suspeitam que haja mais.

Segundo a investigação, o influenciador tem mais de 200 mil seguidores nas redes sociais. Ele produzia conteúdo voltado para o público infantojuvenil, especialmente sobre uma plataforma de jogos online.

As investigações mostram que o suspeito prometia às vítimas o envio de moeda virtual usada no jogo e o aumento de seguidores nas redes sociais. Em troca, ele pedia fotografias e vídeos de conteúdo sexual. Depois de receber o primeiro material, ele começava a ameaçar divulgar as imagens aos familiares das vítimas se elas não enviassem novos conteúdos íntimos.

A investigação começou depois da denúncia feita pela família de uma criança de 10 anos. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais identificaram uma segunda vítima. Isso reforça a suspeita de que o investigado pode ter aliciado outras crianças e adolescentes.

Cooperação entre estados foi essencial

A delegada Sandra Buzati, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, destacou que a atuação em conjunto entre as Polícias Civis dos dois estados foi muito importante para o sucesso da operação. Ela disse que crimes na internet não respeitam fronteiras e que a integração entre as polícias permite compartilhar informações e agilizar o cumprimento de medidas judiciais, impedindo que criminosos usem a distância para escapar da punição.

As investigações continuam para identificar novas vítimas.