A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da Operação Golden, que investiga uma facção criminosa suspeita de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Uma empresa de fachada, sem movimento financeiro real, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses. Um dos principais suspeitos está preso em São Paulo e tem passagens por tráfico e homicídio. A operação cumpre 14 ordens judiciais em quatro cidades, incluindo o bloqueio de quase R$ 284 mil em contas bancárias.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a segunda fase da Operação Golden. O objetivo é cumprir ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
São cumpridas 14 ordens judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão em casas, oito bloqueios de contas bancárias e bens no valor de até R$ 283,5 mil e uma medida cautelar que não envolve prisão. Todas as ordens foram dadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá.
Resumo da notícia:
- Polícia Civil faz operação contra facção criminosa suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
- Empresa de fachada, sem histórico real, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses.
- Um dos principais suspeitos está preso em São Paulo e tem passagens por tráfico e homicídio.
- Operação cumpre 14 ordens judiciais em quatro cidades, incluindo bloqueio de R$ 283,5 mil em contas bancárias.
- Primeira fase da operação, em março de 2025, já havia apreendido R$ 692 mil em dinheiro vivo e cheques.
As ordens são cumpridas em Várzea Grande, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra (em Mato Grosso) e Itabela, na Bahia. A operação é comandada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e tem apoio da Polícia Civil da Bahia.
Entre os alvos, está um detento preso em São Paulo por mandado da Justiça de Mato Grosso. Ele tem ficha criminal extensa no Estado, com envolvimento em tráfico de drogas e homicídio, entre outros crimes.
O foco principal desta segunda fase é desmontar o núcleo financeiro da facção, atingindo a estrutura econômica que sustenta os crimes. A primeira fase ocorreu em 13 de março de 2025, com 18 ordens judiciais, incluindo prisões e bloqueios de bens.
As investigações começaram após a prisão em flagrante de um casal envolvido com tráfico. Com o tempo, a polícia descobriu que o grupo usava contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para esconder e movimentar o dinheiro do tráfico.
Na primeira fase, foram apreendidos mais de R$ 692 mil em dinheiro vivo e R$ 222 mil em cheques em Cáceres, além do bloqueio de valores nas contas dos suspeitos. As investigações continuaram e identificaram novos membros da facção e a estrutura financeira usada para esconder o dinheiro.
A investigação financeira mostrou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos e o uso de uma empresa de fachada. Uma empresa aberta em nome de um dos investigados, sem histórico empresarial relevante e com renda modesta, movimentou mais de R$ 600 mil em dois meses, sem lastro econômico para gerar esse valor.
Também foram identificadas transferências entre suspeitos, incluindo pessoas com antecedentes por tráfico e participação em facções. O delegado André Rigonato, responsável pelo caso, disse que foram encontrados repasses para a empresa que funcionava de forma suspeita, o que reforçou a hipótese de lavagem de dinheiro.
Com base nessas provas, a polícia pediu as novas medidas cautelares, que foram concedidas pela Justiça. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que serão analisados para ajudar na investigação. O delegado explicou que as medidas patrimoniais têm o objetivo de impedir que o dinheiro do crime seja escondido ou gasto, além de preservar provas e garantir a reparação dos danos.
As investigações continuam e podem levar à identificação de mais envolvidos e a novas ações judiciais. A operação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do Programa Tolerância Zero, que combatem facções criminosas em todo o Estado.


Operação Golden 2






