O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o presidente Lula pode repetir os erros do governo Dilma Rousseff, gerando uma nova crise fiscal no país. Ele criticou a falta de controle dos gastos públicos e defendeu um planejamento econômico de longo prazo.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (União), criticou nesta segunda-feira (22) a forma como o governo Lula (PT) administra a economia do país. Ele falou durante um evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e alertou para o risco de uma nova crise, parecida com a que aconteceu no governo de Dilma Rousseff.
- Caiado disse que o governo Lula pode repetir os erros de Dilma e gerar uma crise fiscal.
- Ele elogiou os investimentos do governo Geisel, na década de 1970, como a criação da Embrapa.
- O ex-governador defendeu que o presidente precisa ter 'autoridade moral' para governar.
- Ele contou como cortou gastos em Goiás para equilibrar as contas do estado.
- Caiado pediu mais transparência e planejamento de longo prazo na economia brasileira.
Críticas à política econômica de Lula
Caiado analisou o atual cenário de endividamento e os riscos fiscais do país. Ele disparou que 'Lula fará um Dilma II em novo governo', se referindo à possibilidade de uma crise profunda por falta de controle de gastos. Para ele, a situação econômica atual lembra os problemas que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff.
Elogios ao governo Geisel e críticas à falta de planejamento
O político goiano iniciou sua fala elogiando os investimentos estratégicos feitos na década de 1970, durante a ditadura militar. Ele destacou a criação da Embrapa e o desenvolvimento do Proálcool como exemplos de políticas que deram certo. Para Caiado, o Brasil não vê um planejamento estruturante de longo prazo desde aquela época.
'A única política estruturante que o Brasil viu foi em 1975, ainda no governo Geisel, com a criação da Embrapa e o desenvolvimento da cana-de-açúcar para gerar energia com o Proálcool. A partir dali, o país caminhou com muita riqueza e potencial', disse Caiado.
A importância da autoridade moral para governar
O ex-governador defendeu que governar um país exige, acima de tudo, 'autoridade moral'. Ele disse que o presidente precisa ter essa autoridade para chamar os líderes dos outros poderes e dialogar de forma respeitosa. Para Caiado, esse é um dos maiores desafios de um governante.
'É por isso que eu acho que, mais do que tudo, governar um país é algo de uma responsabilidade muito grande. Mas, para isso, tem que ter autoridade moral para chamar, convidar os presidentes dos Poderes e dialogar', argumentou.
A experiência de Caiado em Goiás como exemplo
Como exemplo de sua filosofia de gestão, Caiado contou como enfrentou a crise financeira quando assumiu o governo de Goiás. Ele detalhou como conduziu as negociações para contornar o endividamento do estado, chamando todos os líderes locais para uma conversa franca.
'Foi assim que eu fiz. Chamei todos os presidentes: do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da iniciativa privada. E disse: o estado está quebrado, bloqueado pelo Tesouro Nacional, e vamos ter que cortar 25% do duodécimo', relatou.
Transparência e planejamento como soluções
Caiado defendeu que a transparência na contabilidade pública e a definição clara das metas fiscais são essenciais para garantir o apoio das instituições. Ele destacou que isso evita disputas ideológicas que atrapalham a gestão. Apesar de não ter percebido, ele ressaltou um período de falta de clareza nos gastos públicos, referindo-se à ditadura militar.
'Com isso, a discussão interna se acalma, sem levar o debate para a polarização. Fazendo um governo sério, enfrentando os problemas, sabendo resolvê-los e dando resultado, fazemos com que os benefícios cheguem de verdade à população', finalizou o governador.


Fotos: Mauricio Leiro / Bahia Notícias / Fabio Rodrigues da Agência Brasil
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