A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de Galho Fraco II, para investigar o desvio de dinheiro público da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Agentes cumprem mandados no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF suspeita que os investigados estejam tentando esconder ou alterar provas, o que pode ser crime de fraude processual. A operação já havia mirado os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) em fases anteriores.
Agentes da Polícia Federal saíram às ruas nesta quarta-feira para aprofundar as investigações sobre o uso e o destino do dinheiro público da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Na terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de Operação Galho Fraco II, a PF cumpre ordens judiciais autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. O objetivo, segundo a PF, é coletar e guardar provas importantes.
- A PF desconfia que os investigados estão tentando esconder ou alterar provas, o que é crime.
- A operação é a terceira fase de uma investigação que já mirou os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
- Os crimes investigados são peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
- Na segunda fase, a polícia encontrou R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de Sóstenes Cavalcante.
- O esquema usava uma empresa de aluguel de carros para simular contratos e desviar dinheiro público.
Foram encontrados indícios de que os suspeitos podem estar tentando esconder ou alterar provas, o que pode ser considerado crime de fraude processual, de acordo com a PF.
Fases anteriores da operação miraram o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), além de assessores dos dois. Foram identificadas suspeitas de irregularidades na contratação de uma empresa de aluguel de veículos com dinheiro da cota parlamentar. A PF investiga a suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Segundo a PF, as investigações mostram indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que seriam usadas para dar uma aparência de legalidade ao movimento do dinheiro público.
Segunda fase mirou Sóstenes e Jordy
Em dezembro de 2025, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. Em um local ligado ao líder do PL na Câmara, em Brasília, os agentes encontraram R$ 430 mil em dinheiro vivo. Na época, na segunda fase da Rent a Car, a operação foi chamada de "Galho Fraco".
De acordo com a PF, "agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado juntos para desviar e depois esconder dinheiro público". O dinheiro desviado, segundo a investigação, era enviado para empresas de fachada. O grupo então fazia a lavagem do dinheiro. Os assessores dos dois deputados movimentaram milhões, de acordo com os investigadores.
Um ano antes de fazer a operação que tem como alvos o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Carlos Jordy, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra assessores dos deputados.
A operação da época foi chamada de "Rent a Car" em referência ao suposto esquema, no qual uma empresa de aluguel de veículos era usada para simular contratos de prestação de serviços. Ainda segundo os investigadores, agentes públicos e empresários teriam feito um "acordo ilegal para o desvio de dinheiro público das cotas parlamentares" a partir dessa prática.
Nas redes sociais, quando foi alvo da segunda fase, Jordy disse que era vítima de uma "perseguição implacável" e de "pesca probatória". Ao jornal O Globo, ele completou que "não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz". Já Sóstenes negou ter cometido irregularidades no uso da cota parlamentar, disse que a investigação queria "perseguir a oposição" e afirmou que o dinheiro encontrado no apartamento era da venda de um imóvel no Triângulo Mineiro.
Um levantamento feito pelo jornal O Globo em dezembro de 2024 mostrou que os gastos de Sóstenes com aluguel de carro naquele ano representavam quase o dobro da média dos valores declarados por outros parlamentares.
Ao longo do ano passado, os gastos do parlamentar ultrapassaram R$ 137,9 mil, enquanto a média das despesas de outros deputados com essa categoria foi de aproximadamente R$ 76,8 mil.
Já as despesas de Carlos Jordy com o aluguel de carros foram de R$ 65,4 mil, ficando abaixo da média geral e da média do partido.


Acir Pauta Diária





