pt-br

07 de outubro de 2026

Eduardo Paes promete ajudar Lula, mas nega ser vassalo do presidente

Politica Eleições 07/10/2026 15:37 Jovem Pan jovempan.com.br Rio de Janeiro RJ

Candidato ao governo do Rio de Janeiro afirma que fará campanha para o petista no segundo turno, mas critica a falta de reconhecimento dos investimentos federais no estado e resgata sua autonomia política.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do estado, declarou nesta quarta-feira (7) que fará campanha para o presidente Lula (PT) no segundo turno. No entanto, ele rejeitou a ideia de atuar como um aliado subordinado ao líder nacional.

  • Eduardo Paes confirmou apoio a Lula no segundo turno das eleições de 2026.
  • O candidato negou ser vassalo do PT ou do presidente, ressaltando sua autonomia.
  • Lula criticou publicamente o ex-prefeito por suposta falta de empenho na campanha presidencial.
  • O presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno no estado do Rio de Janeiro.
  • Paes criticou a articulação política de Lula na Baixada Fluminense, apontando falta de reconhecimento.

Declaração de autonomia política

Paes explicou que, embora tenha grande gratidão ao presidente e pretenda votar nele, não compartilha de todas as visões do petista. Durante agenda de campanha na Rocinha, na zona sul do Rio, ele afirmou: Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula.

Críticas à articulação no Rio de Janeiro

A fala ocorre após o jornal Folha de S.Paulo publicar uma reportagem revelando que Lula reclamou de aliados sobre o baixo empenho de Paes na campanha presidencial no estado. Segundo o diário, o presidente considerou que o ex-prefeito se omitiu durante a disputa. As críticas foram feitas na noite de segunda-feira (5), um dia após Lula terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro. O petista resumiu sua insatisfação com o ditado popular: quem tudo quer nada tem.

Paes afirmou que conversou diretamente com Lula na noite de terça-feira (6), após a repercussão da reportagem. O candidato negou qualquer conflito entre os dois e declarou: Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim. Teve gente que votou no [vereador Willian] Siri, teve gente que votou no cara do PCO, e eu não estou dando crise.

Investimentos e reconhecimento político

Ao ser questionado sobre o desempenho de Lula no Rio, Paes criticou a articulação política do presidente no estado. Ele destacou que, mesmo com investimentos de cerca de R$ 20 bilhões na Baixada Fluminense, o governo federal não conseguiu transformar esse empenho em reconhecimento político. Ele fez R$ 20 bilhões de investimentos e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada [Fluminense]. [] Eu acho que faltou política aqui no estado do Rio de Janeiro, disse.

O candidato reforçou que, durante seus quatro anos à frente da Prefeitura do Rio, trabalhou para aproximar Lula da população. Comigo não, me ajudou para caramba, demais. Eu passei quatro anos no governo do Lula reconhecendo isso, levando ele pra agenda, inaugurando, fazendo coisa, defendendo o nome dele. Agora, se deu R$ 20 bilhões para a Baixada e articulação Eu não era prefeito da Baixada, declarou.