19 de setembro de 2019 - 08:22

Cultura

Prefeitura fará contratação emergencial para restauração da Casa de Bem Bem

O procedimento deve ter início já na próxima semana

 

ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 

A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo contratará de forma emergencial uma empresa para fazer a restauração da Casa de Bem-Bem. A decisão foi aprovada na manhã desta quarta-feira (5), durante reunião do titular da Pasta, Francisco Vuolo, com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O processo deve ter início na próxima semana.

Recentemente, uma nota técnica do Instituto atestou a existência de um novo desabamento no anexo da edificação, que não suportou a ação das chuvas contínuas que vêm atingindo a Capital nas últimas semanas. Diante da situação, Vuolo reforça que os projetos para a recuperação do casarão já foram consentidos e que, assim que finalizados os trâmites burocráticos, será divulgado um cronograma de ações no local.

“Estamos acompanhando toda a situação de perto e cumprindo todas as recomendações do Iphan e do Ministério Público. Também já garantimos a segurança do local e convidamos o  grupo de arquitetos responsável pelo primeiro projeto de restauração da Casa para colaborarem conosco”, explica o secretário. Na próxima semana, ele volta a se reunir com o órgão, para dar andamento ao trabalho.


Projeto de Lei do Mecenato Cultural é aberto para consulta pública

Da Redação

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com o Conselho Estadual de Cultura e Fórum Permanente de Cultura, abriu consulta pública para contribuição da sociedade civil ao projeto de lei de incentivo fiscal ao mecenato cultural. O formulário da consulta pública foi preparado para receber comentários a cada parágrafo da minuta de lei e ficará aberto para contribuições até as 18 horas, do dia 18 de dezembro.

A Lei do Mecenato Cultural é um anseio dos segmentos culturais e visa ampliar as possibilidades de financiamento de projetos e atividades continuadas na área artística e cultural pelo empresariado mato-grossense. Para o setor privado será uma oportunidade de fortalecer sua responsabilidade social e vincular sua marca a projetos de grande impacto social e artístico. 

De acordo com a minuta do projeto de lei, o fomento será realizado por meio de incentivo fiscal de ICMS para projetos de natureza cultural.  A minuta prevê ainda que a SEC deverá coordenar as atividades do mecenato cultural  e que as diretrizes da política cultural e normas para habilitação e contratação dos projetos sejam estabelecidas pelo Conselho Estadual de Cultura. Pessoas físicas e jurídicas, e pessoas jurídicas públicas da administração direta e indireta, como as prefeituras, poderão captar os recursos junto ao empresariado.

Durante a IV Conferência Estadual de Cultura, realizada no último fim de semana, a minuta de lei foi entregue ao maestro Fabrício Carvalho, representante da equipe de transição, para que o novo Governo faça o encaminhamento à Assembleia Legislativa no próximo ano.


Antônio Horácio da Silva Neto lança o livro “Escritos Associativos”

Da Redação

O juiz aposentado e advogado Antônio Horário Antônio Horácio da Silva Neto lançou hoje (04), o livro “Escritos Associativos” em comemoração aos 50 anos da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam). O livro é uma coletânea de artigos publicados no Jornal A Gazeta.

O lançamento faz parte da programação do III Encontro dos Magistrados Aposentados do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá.

O evento visa valorizar e promover a integração dos magistrados aposentados e aqueles que se encontram na ativa. 

Antônio Horário nasceu em Manaus/AM, aos 15 de fevereiro de 1969. Formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro (1990), foi aprovado em concursos de provas e títulos para os cargos de Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Rondônia (1991/1996) e de Magistrado do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (1996/2012).

Na Promotoria de Justiça exerceu suas funções nas Comarcas de Cerejeiras/RO, Colorado do Oeste/RO, Vilhena/RO, Pimenta Bueno/RO e Cacoal/RO.

Na magistratura mato-grossense exerceu os cargos de Juiz Substituto na Comarca de Barra do Garças/MT, Juiz de Direito nas Comarcas de Dom Aquino/MT, Jaciara/MT, Primavera do Leste/MT, Poxoréo/MT, Rondonópolis/MT, Várzea Grande/MT e Cuiabá/MT, Juiz de Direito Substituto de Segundo Grau no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Juiz

Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (2003/2005), Juiz Auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (2006) e Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso na categoria Juiz de Direito (2008/2009).

Membro da Academia Mato-grossense de Magistrados (AMA-MT) e exerceu o magistério na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (Cesur), Universidade de Cuiabá (Unic) e a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Presidiu a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), (2004/2005), a Academia Mato-grossense de Magistrados (AMA-MT), (2009/2010) e a Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), (2007/2009).


Itaú Cultural abre exposição sobre seis séculos de arte em gravura

Por Flávia Albuquerque

A exposição Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural pode ser visitada até 17 de fevereiro no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, em São Paulo. São 453 gravuras que mostram, de forma didática, seis séculos da produção gráfica europeia. A entrada é gratuita.

Segundo a curadoria, as obras revelam as diferentes técnicas usadas pelos artistas do século 15 ao 20, sendo um recorte representativo, pela diversidade de técnicas, temas e destinações das gravuras. “Esta seleção permite pensar na linguagem gráfica e em outros caminhos de leitura e interesse ao longo desse instigante empreendimento que foi a produção de imagens impressas”, disse o curador da mostra, Marcos Moraes.

Antes de chegar a São Paulo, a mostra passou pelas cidades de Santos, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Brasília e Florianópolis. Em São Paulo, apresenta ainda uma litogravura de Pablo Picasso, de 1949, recém-adquirida para a coleção e ainda não exibida ao público, batizada de David et Bethsabée. A exposição terá ainda a  xilogravura The Grils on the Bridge, 1918, de Edvard Munch, também recentemente incorporada ao acervo.

O acervo conta ainda com obras de Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec e Rembrandt van Rijn. A gravura mais antiga em exibição na mostra é Cristo Carregando Cruz, feita em 1475 por Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia. Vale ressaltar as ilustrações de Gustave Doré, no século XIX, para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

O conjunto também tem obras do artista e caricaturista francês Honoré-Victorien Daumier, como Quelle Heurese Rencontre! Dele, há ainda o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período.

Segundo Moraes, as primeiras imagens impressas datam do século 15 e são xilogravuras. A partir daí as técnicas são aprimoradas e surgem inovações como a linguagem gráfica, que levou a gravura à autonomia no século 19.
“A imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios, e podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas”, afirmou o curador.


Ciranda de Crioula leva sarau, música e dança ao Misc

Encontro converge com exposição "Bença" e mês da Consciência Negra

 

ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 

Em consonância com o mês da Consciência Negra o Museu de Arte e do Som de Cuiabá (Misc), recebe o 10º encontro do Ciranda de Crioula, no sábado (17). Poesia, música, samba de roda, umbigada e oficina de dança compõe a programação do evento, realizado em paralelo a exposição coletiva “Bença”, que reverencia o saber popular por meio do resgate de sabedorias transmitidas de geração a geração.

É o que explica uma das participantes do encontro e curadora da mostra, Paty Wolff. “A Ciranda é um evento que já ocorre há pelo menos três anos, com encontros periódicos. O evento foi crescendo e hoje reúne poesia e oficinais.Todos esses elementos estão em conversa com a exposição, por isso decidimos trazê-la de volta pra cá, reforçando toda essa proposta”, explica.

De acordo com a organização, o samba de roda é reconhecido como Patrimônio Imaterial pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Sendo uma expressão musical, poética e festiva das mais importantes e significativas da cultura brasileira. 

Passada através de gerações, sobretudo através das mulheres para as crianças, a experiência primordial no samba proporciona bem-estar no corpo, na alma, em toda a nossa estrutura. Uma herança ancestral e cultural do povo negro, sua resistência aos padrões corporais hegemônicos e ainda um lugar em destaque à expressão do feminino.


Parque Das Águas recebe "Tangueiros In Concert" em show gratuito de tango

A Iniciativa democratiza o acesso a diferentes manifestações culturais

 ANDRÉ GARCIA SANTANA 

 Drama, paixão e sensualidade se misturam à trilha sonora do Parque das Águas no sábado (17). Na data, o trio Tangueiros in Concert apresenta um repertório refinado de tangos, que inclui desde os clássicos de salão até milongas e romanza. Ao longo show, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, ganham destaque as composições do Maestro Astor Piazzolla, com as inovações do jazz.

De acordo com o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo, esta é uma maneira de democratizar o acesso a diferentes manifestações culturais. “Além de ser um ritmo reconhecido mundialmente, o estilo é diferente do que escutamos rotineiramente e tem tudo a ver com o clima contemplativo do parque”, diz.

Mesclando intensidade a elementos sonoros tipicamente latinos, o ritmo envolve os ouvintes e reúne apaixonados pelos quatro cantos do mundo. Sua origem deu-se na região do Rio da Prata, entre as cidades de Buenos Aires e Montevidéu. O tango é considerado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Em Cuiabá, o show do Tangueiros In Concert fará um percurso pelos tangos mais conhecidos no Brasil, interpretando obras de Carlos Gardel até a grande revolução, liderada pelo já mencionado Astor Piazzolla.

O trio é composto pelo Regente e Pianista Pedro Henrique Calhao que será acompanhado pelos argentinos Martin Lima, no bandoneon e Facundo Estefanell Rochon, no contrabaixo acústico. Todos os artistas são profissionais com formação musical em instituições reconhecidas no Brasil e no exterior.

No domingo (18), eles se apresentam no Cine Teatro Cuiabá. Os ingressos custam R$40 para as inteiras e R$ 20 para meias e podem ser adquiridos por meio do site www.ingressosmt.com.br. De acordo com os artistas, às 18h haverá uma sessão beneficente para o Movimento Sacerdotal Mariano da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, e às 20h sessão especial.


Movimento Cultural de Várzea Grande classifica projetos para o Prêmio Culturas Populares 2018

O objetivo é fortalecer as expressões culturais brasileiras, retomando práticas populares que difundam as expressões populares em suas comunidades.
 

A Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso – AMFMT e o Grupo de Dança Estrela Guia, ambos de Várzea Grande, estão entre os projetos selecionados ao Prêmio Culturas Populares 2018, promovido pelo Ministério da Cultura. O resultado final foi divulgado no dia 22 de outubro, no Diário Oficial da União.

Em todo país, foram 2.227 projetos avaliados por uma Comissão de Seleção do Ministério da Cultura, que analisou fatores como a contribuição sociocultural que a iniciativa traz às comunidades e a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades a partir de suas práticas culturais, entre outros critérios.

De acordo com o dirigente da Associação das Manifestações Folclóricas de MT, Wanderson Magalhães Farias, o apoio e parceria da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Superintendência de Cultura, foi primordial para a divulgação do trabalho das entidades em alcançar o reconhecimento pelo trabalho realizado com mais 2.300 jovens nas escolas da rede pública municipal e estadual.

Criada em Várzea Grande no ano de 2003, com o objetivo de manter vivas as manifestações folclóricas de Mato Grosso, a Associação das Manifestações Folclórica de Mato Grosso – AMFMT realiza trabalhos que contemplam a área sociocultural, com oficinas de aprendizagem de manifestações folclóricas em cinco escolas municipais e estaduais, tendo sua sede administrativa no bairro Jardim Glória I, em Várzea Grande.

A Associação das Manifestações Folclórica de Mato Grosso teve suas atividades classificadas como o segundo melhor projeto da região Centro-Oeste com 98 pontos dos 100 possíveis e um dos melhores do País. “A classificação do seu projeto é mais uma vitória da Associação, que atualmente é certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e considerada de utilidade pública pelo município de Várzea Grande”, disse a superintendente de Cultura, Maria Alice de Barros.

Cada um dos projetos selecionados, espalhados por todos os Estados e o Distrito Federal, receberá R$ 20 mil, totalizando R$ 10 milhões em recursos. Segundo os organizadores do Prêmio Culturas Populares 2018 – Edição Selma do Coco, este é o maior volume de recursos já disponibilizado pelo projeto, que em 2018 chega a sua sexta edição.

O objetivo da iniciativa do Ministério da Cultura é fortalecer as expressões culturais populares brasileiras, retomando práticas populares em processo de esquecimento e que difundam as expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem. Exemplos dessas iniciativas são o cordel, a quadrilha, o maracatu e o mato-grossense siriri, entre outros.

Para o secretário Silvio Fidélis, a classificação dos projetos de Várzea Grande demonstra o alto padrão de qualidade, organização e profissionalismo do movimento cultural do município. “Parabenizamos os classificados de Várzea Grande para o Prêmio Culturas Populares 2018 e reforçamos a parceria e o apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Superintendência de Cultura no esforço permanente em levar a todos os públicos as diversas manifestações artísticas e culturais da nossa terra, em ações positivas divulgando nossas tradições e resgatando nossa história”, declarou.  

Por: Fred Nogueira - Secom/VG


Polícia Civil abre inscrições para 13ª edição do Projeto Arte e Cultura em Ação

A Polícia Judiciária Civil abre nesta terça-feira (23.10) as inscrições para a 13ª edição do Projeto Arte Cultura em Ação. Desenvolvido pela Área de Acompanhamento Psicossocial da PJC desde 2006, o projeto tem como objetivo mostrar o talento dos servidores e familiares.

O evento acontece no dia 14 de dezembro no auditório da sede da Diretoria Geral da PJC.

As inscrições podem ser realizadas entre os dias 23 de outubro a 13 de novembro através dos telefones (65) 99972-5945 e 3613-5627, ou ainda via email: equipepsicossocial-gadss@pjc.mt.gov.br

A ação voltada para os servidores da Polícia Civil busca fortalecer as relações interpessoais, sendo uma ferramenta de aproximação dos policiais civis, familiares e a comunidade, por meio de exposições e apresentações artísticas e culturais de servidores talentosos.

Todos os servidores e familiares que tenham um talento especial ou que queriam demonstrar a sua forma de arte são convidados a contribuir com a comemoração. Então se você canta, toca, dança, faz artesanatos, pinta, contra piadas, se é um artista na cozinha ou tem outro dom especial, deixe a timidez de lado e venha participar do evento.

Agora, se você não tem nenhum talento especial, mas é animado e gosta de uma boa confraternização, se prepare para essa grande festa.

O projeto é também um canal de  promoção da autoestima e qualidade de vida dos servidores, em razão dos momentos de descontração, alegria e integração proporcionados durante seus eventos.


Com crítica política, animação brasileira é destaque em festival

Por Agência Brasil*

O filme brasileiro "Tito e os Pássaros", dirigido por Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Bato, foi destaque do cinema latino no Animation is Film Festival, em Holywood (Estados Unidos), no fim de semana. O filme mostra a coragem de um grupo de crianças disposto a enfrentar a "epidemia do medo". Indiretamente, o filme faz críticas políticas.

A animação brasileira mostra uma interpretação poética e colorida para narrar as aventuras de Tito, de 10 anos, e os amigos em um mundo completamente dominado pelo medo.
À Agência EFE, Steinberg afirmou que a mensagem do filme tem relação direta com as eleições presidenciais no Brasil, polarizadas entre os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
"A ideia é ter estreia comercial no início do ano que vem”, disse o diretor. “Não podemos ser dominados pelo medo. Temos que tentar enfrentar e encontrar a solução", acrescentou. “As pessoas estão ficando loucas por causa do medo", acrescentou.

O objetivo, segundo Steinberg, é buscar a aproximação com as crianças sobre temas de grande significado social porque essa é "a única maneira" de "conceber um novo mundo".

Além da animação brasileira, o festival teve produções do Japão, da Argentina e Hungria, entre outros.


Uma inscrição de 2.000 anos resolve o último mistério da devastação de Pompeia

Descoberta de escrita feita a carvão em uma parede demonstra que a erupção do Vesúvio ocorreu em 24 de outubro, e não em 24 de agosto


Criação de museu de time esportivo é discutida pelo Ministro Sá Leitão

A criação do Museu do Flamengo, o Fla Memória, foi discutida nesta segunda-feira (1) entre o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o representante do escritório Regional Sudeste do Ministério da Cultura (MinC), Matheus Quintal, o gerente de Patrimônio Histórico do Clube de Regatas do Flamengo, Rodrigo Saboia, e o sócio da empresa Mude, Marcelo Fernandes. Ao explorar inovação tecnológica, o Fla Memória espera receber de 150 a 250 mil visitantes por ano.
 
O representante do clube estima um investimento de R$ 14 milhões para a execução do projeto Fla Memória. Para captar o valor, o ministro sugeriu a elaboração de um projeto voltado para a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Segundo Sá Leitão, a proposta é inovadora pois o Brasil tem grande proeminência no esporte e o Fla Memória seria o primeiro museu desse porte, nesse segmento, no País. "O Flamengo tem atualmente 36 milhões de torcedores, o que dá sustentabilidade de médio a longo prazo ao museu. Falta no Brasil um projeto como este", afirmou o ministro.
 
A proposta envolve a montagem de exposição sobre a história do Clube Flamengo e sua importância na vida econômica e sociocultural do estado do Rio de Janeiro e do País. A estrutura, planejada para ter cerca de 2 mil m², pretende expor o acervo do clube de forma tecnológica, explorando a interatividade com o público.
 
Dividido em 15 áreas temáticas, o projeto convida a uma viagem pela história do clube. Para isso, a sede do Flamengo, no bairro da Gávea, passará por uma transformação para alocar essa nova estrutura. A iniciativa é inspirada em museus e exposições de clubes internacionais, como Juventus, Real Madrid e Barcelona.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura 

Conheça projetos voltados para crianças com apoio da Rouanet

 
Projetos culturais em todos os estados brasileiros já foram realizados para o público infanto-juvenil por meio da Lei Rouanet. Graças ao incentivo fiscal, ao longo dos últimos 27 anos, desde que a Lei Rouanet foi criada, foi possível viabilizar festivais de teatro, circo, dança, exposições, concertos, apresentações literárias e oficinas. 
 
"O que mais chama a atenção é a diversidade das propostas. Há projetos para grandes públicos, de formação de jovens músicos, programas de leitura em escolas, festivais de cinema, folclore, teatro, exposições. A variedade é incrível, o que mostra o caráter democrático e inclusivo da lei", ressalta o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), José Paulo Soares Martins.
 
Música para todos 
 
Entre os projetos voltados para crianças que têm apoio da Rouanet destaca-se a Orquestra Criança Cidadã (OCC), que já conseguiu captar R$ 6,5 milhões para cinco das oito propostas apresentadas ao MinC. Os recursos vão para os planos anuais de manutenção e para circulação nacional. De acordo com Carlos Eduardo Amaral, assessor de Comunicação da orquestra, a Lei é essencial para a manutenção do projeto. "Toda a divulgação para patrocinadores é focada na Rouanet, pois sabemos que há muitas empresas que podem contribuir com o projeto por meio da Lei. Ao longo dos anos, temos conseguido ampliar o percentual de patrocínio por meio da Rouanet", afirma. 
 
Atualmente, a OCC atende, gratuitamente, 360 crianças e jovens de baixa renda de Recife e dos municípios pernambucanos de Ipojuca e Igarassu. Criado pelo juiz João José Rocha Targino, o projeto tem o objetivo de promover a cidadania de crianças e jovens entre seis e 21 anos. Os alunos recebem aulas de instrumentos de corda, percussão, teoria e percepção musical, flauta doce e canto coral, além de instrumentos de sopro – flauta transversal, oboé, clarinete, trompa e fagote. 
 
O programa conta ainda com apoio pedagógico, atendimento psicológico, médico e odontológico, aulas de inclusão digital, fornecimento de três refeições por dia e fardamento. A Orquestra também garante a profissionalização dos alunos por meio da Escola de Formação de Luthier e Archetier, onde aprendem a arte da construção e reparo dos instrumentos de corda. Desde sua criação, em 2006, a OCC já atendeu mais de 600 crianças e jovens e recebeu mais de 20 prêmios, incluindo o Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local, de âmbito nacional. Na esfera internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu a Orquestra como uma boa prática de inclusão social, em dezembro de 2010.
 
Assista a vídeo sobre o projeto, produzido pela TV Universitária Recife
 
Exposições
 
Outro exemplo de projetos realizados com o apoio da Rouanet são as exposições e oficinas organizadas pelo artista plástico Glenn Hamilthon. Desde 2012, já foram cinco projetos: Futebol Criança, Ybyrá Mitã, Brincadeiras de Criança e Atibaia Criança. Destinadas ao público infantil do município de Atibaia (SP), as mostras, realizadas com R$ 341 mil captados via Rouanet, uniram arte, futebol e educação artística e socioambiental. 
 
A história de Glenn é um pouco atípica, pois ele foi chamado a desenvolver seus projetos pelo diretor do departamento de marketing de uma indústria local, já acostumada a utilizar os mecanismos de isenção fiscal para fins culturais. Desde então, ele se empenhou em conhecer com profundidade o mecanismo de mecenato da Lei Rouanet. "Sem a Rouanet, nada disso seria possível", diz o artista, que já fez oficinas com mais de 5 mil crianças em situação de vulnerabilidade da região. "Nós ensinamos para as crianças que a arte é para todos, que eles também podem fazer arte, por isso usamos materiais reciclados, aparas, tudo pode ser transformado em arte", conclui. Na próxima edição, Glenn pretende ministrar oficinas para 1,8 mil crianças. 
 
Crianças para o bem
 
Em Brasília, a organização internacional Nova Acrópole, além dos cursos e oficinas regulares de filosofia, também organiza o projeto Criança para o Bem. Em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Distrito Federal, o projeto atende, anualmente, 180 crianças de famílias em vulnerabilidade social. O projeto conta com o apoio da Lei Rouanet, por meio do qual já captou R$ 196 mil para suas atividades, além de outras parcerias, como com o programa Criança Esperança.  
 
Desde sua fundação, em 2007, já foram atendidas mais de 2 mil crianças. São oferecidas 
Desde sua fundação, em 2007, o Proheto Criança para o Bem já atendeu mais de 2 mil crianças (Foto: Divulgação)
 
atividades como aulas de balé, música, poesia, esporte, artesanato e acompanhamento escolar, além do transporte de ida e volta. As atividades ocorrem no contraturno escolar, em dias específicos da semana de acordo com a idade das crianças – as mais novas são atendidas em dias alternados das mais velhas. A sexta-feira é guardada para reuniões com os pais, ensaios extras para as apresentações de fim de ano e passeios. No fim do ano, há sempre uma apresentação em algum teatro parceiro do projeto. Todas as aulas e espetáculos são gratuitos e abertos à comunidade. 
 
Museu educativo
 
O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação. No total, são R$ 1,9 milhões captados desde 2010, que proporcionaram a cerca de 80 mil crianças a visita gratuita ao acervo permanente e às exposições temporárias. 
 
O museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, utilizou recursos captados por meio da Lei Rouanet para os projetos educativos Criança no Museu e Arte Educação (Foto: Divulgação)
 
Em sua maioria, as crianças vêm de escolas públicas da capital mineira e são acompanhadas durante toda a visita por monitores treinados. Cada uma recebe um kit educacional com uma caixa de lápis de cor, lápis, borracha, régua e um livreto em que podem até fazer seu autorretrato. A visita começa pelo atelier do artista, que foi reconstruído no museu, e segue pelas salas de retratos, de autorretratos e paisagens, e então segue para as exposições temporárias. O museu fornece ônibus para transporte de algumas escolas e lanche para todas as crianças. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

O classicismo transgressor de um mestre: Irving Penn

Ele revolucionou a fotografia de moda no início dos anos 1940, mas sua experiência criativa abrangeu diferentes áreas. Mostra que estreia no IMS, em São Paulo, comemora seu centenário

GLORIA CRESPO MACLENNAN/EL PAÍS

“Uma boa fotografia é aquela que toca o coração do espectador e o transforma depois que a vê”, dizia Irving Penn. Explicação simples de um dos grandes mestres da fotografia do século XX, que por quase sete décadas não deixou de surpreender o público através de imagens de enganosa simplicidade e intransigente e austero classicismo, capazes de desafiar as convenções da linguagem fotográfica com o espírito inovador da vanguarda. Tarefa complexa.

Ele considerou a fotografia o meio para mergulhar na história visual do homem. Um elo adequado entre o Paleolítico e um presente multicultural. Em suas imagens, o tempo para. É eterno. “Porque Penn bebeu da arte de todas as épocas, suas imagens são carregadas de profundas conexões históricas, e ainda que sejam praticamente invisíveis em uma primeira consideração, todos as pressentimos de maneira instintivamente, diz a curadora Maria Morris Hambourg. “Essa aceitação histórica, juntamente com a autoridade do talento de Penn, é o que confere a suas fotografias aquela qualidade atemporal que identificamos na grande arte.”

Rochas Mermaid Dress (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950
Rochas Mermaid Dress (Lisa Fonssagrives-Penn), Paris, 1950 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Morris é a curadora de Irving Penn: Centennial (Irving Penn: Centenário), exposição inaugurada em abril de 2017 no Metropolitan Museum de Nova York e que chega a São Paulo nesta terça-feira, 21 de agosto, no Instituto Moreira Salles (IMS), onde fica em cartaz até o dia 18 de novembro. A mostra celebra o centenário do célebre criador nascido em 16 de junho em Plainfield, Nova Jersey, Estados Unidos e aspira a ser a mais extensa retrospectiva já realizada do artista norte-americano, que inclui tanto as obras mais grandiosas quanto as mais desconhecidas, de suas séries principais.

“Você está perdido no momento em que sabe qual será o resultado”, dizia Juan Gris. De forma intuitiva, Penn sabia dessa máxima do pensamento criativo quando, no início de sua carreira, trabalhando com Alexei Brodovitch, de graça, na revista Harper’s Bazaar, um estagiário deixou cair no chão, acidentalmente, um negativo do designer russo. Penn lembrava que, quando levou o negativo para o seu mestre, este olhou para ele e, sem se perturbar, disse: “faz parte do meio”. “Surpreenda-me!” pedia Brodovitch com frequência; este inimigo do clichê e da imitação, que na época redesenhava o design gráfico dos EUA como diretor artístico, e com quem tinha tomado contato quando foi seu professor no Pensylvania Museum and School of Industrial Art. Por causa da situação financeira precária, Penn dormia no estúdio de seu mentor. À noite, ele examinava meticulosamente uma coleção de publicações que incluíam Arts et Métiers Graphiques, Cahiers d’ArtVerve e Minotaure, iluminando-o nos caminhos da reluzente vanguarda parisiense; especialmente o surrealismo.

Truman Capote, Nova York, 5 de março de 1948ver fotogalería
Truman Capote, Nova York, 5 de março de 1948IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Penn não teria se tornado Penn sem Brodovitch, e também não o seria sem Alexander Liberman. Este era outro um exilado russo. Levou a arte de vanguarda para as páginas da Vogue, trabalhando como diretor de arte; combinando a sofisticação europeia ao pragmatismo norte-americano. Penn seria uma figura fundamental nessa façanha. Foi Liberman que incentivou o jovem norte-americano a fazer as próprias fotografias, quando trabalhava como designer para a revista, os fotógrafos (entre eles Horst, Cecil Beaton e Erwin Blumenfeld) rejeitavam suas propostas para capa. Sua primeira capa para a famosa publicação da Condé Nast saiu em 1943: uma composição com bolsa, lenço e cinto, em cores.

Sua reputação foi forjada através das páginas da Vogue mediante a fotografia de moda, naturezas-mortas e retratos. Ele faria mais de 150 capas ao longo de sua carreira. Desde o início estabeleceu os padrões estéticos para a elegante moda dos anos 1940 e 1950, com imagens maravilhosas de linguagem contundente, meticulosamente orquestradas, onde os tecidos adquirem uma qualidade escultórica que transmuta seus modelos, transformando-as em deusas clássicas contemporâneos. A roupa, mais que um artigo a ser usado, é sintetizada em formas que revelam uma silhueta. Sem dúvida, sua modelo favorita foi Lisa Fonssagrives, com quem se casou em 1950. Ela estrelou algumas de suas fotos mais icônicas.

After-Dinner Games, Nova York, 1947
After-Dinner Games, Nova York, 1947 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 

Entre 1946 e 1948, Liberman encomendou-lhe uma série de retratos das personagens mais relevantes do mundo da cultura na época. Em seu estúdio, ele construiu um ângulo vertical de fundo, como um canto onde posicionava seus modelos. Essa localização incômoda potencializava a expressão do modelo e, aliada às distorções produzidas pela perspectiva e uma iluminação bem cuidada, conferia às personagens um poder indiscutível. “Muitos fotógrafos pensam que seu cliente é o tema”, dizia Penn em entrevista ao The New York Times em 1991. “Meu cliente é uma mulher no Kansas que lê a Vogue, é ela que tento intrigar, estimular, alimentar... Talvez um retrato severo não seja, para o fotografado, a maior alegria do mundo, mas é extremamente importante para o leitor.”

Cigarette No. 37, Nova York, 1972
Cigarette No. 37, Nova York, 1972 IRVING PENN / CORTESÍA IRVING PENN FOUNDATION
 A necessidade de liberdade para experimentar esteve muito presente durante toda a vida do artista. Por isso soube trabalhar simultaneamente como artista e como fotógrafo de revistas e publicidade, definindo uma pauta que hoje pode nos parecer habitual, mas não era em seu tempo. Sua série de nus femininos faz parte de um de seus projetos pessoais. Sua câmera se deleitava em corpos roliços retratados sem nenhum pudor em close-ups de textura crua e tom realista. “Esses nus não só se rebelavam contra as convenções da beleza da metade do século, como também iam contra a prática fotográfica, onde ainda se buscava uma boa resolução no detalhe e uma representação realista”, diz Morris. Liberman recusou-se a publicá-las, exceto uma. Edward Steichen, então curador do MoMA, também os rejeitou.

“Fotografar um bolo pode ser arte”, defendia. Assim, buscou beleza no perecível, na fruta madura, nas pontas de cigarro, nos objetos descartados ou em crânios de animais. Ele também voltou suas lentes para culturas exóticas, retratando os índios quíchua no Peru, e as tribos da Papua-Nova Guiné, cuja estética da beleza desafiava os cânones ocidentais. Mas em tudo isso sempre houve uma busca pela perfeição. Na introdução ao livro Passage: A Word Record, Liberman lembra esse desejo, quando em um projeto no qual Penn devia fotografar umas taças quebrados em uma bandeja, ele insistiu que, por uma questão de autenticidade, as taças tinham de ser do caríssimo cristal Baccarat; assim, várias dúzias de taças caíram no chão antes de Penn ficar satisfeito.

Morreu em 2009 depois de trazer, como diria a crítica de arte Rosamond Bernier, “uma poesia para a imobilidade”.


Cinco cidades vão receber apoio federal para se candidatarem à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Assessoria

O Ministério da Cultura (MinC) vai oferecer, pela primeira vez na história, apoio técnico às cidades brasileiras que queiram se candidatar ao título de cidade criativa da UNESCO. O MinC lançou o edital nesta sexta-feira (27), durante oficina de capacitação sobre leis federais de incentivo para produtores culturais em Vitória (ES).

As cidades selecionadas receberão consultoria especializada para a elaboração do dossiê de candidatura. Cada cidade deve identificar uma área temática preferencial, que já seja significativa na cultura e na economia locais. As possibilidades são: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas ou música. As inscrições estarão abertas na segunda quinzena de agosto. 

"Na prática, ao ganhar o selo da UNESCO, a cidade passa a ter suporte e condições de desenvolver sua vocação criativa, fortalecendo a cadeia de empreendimentos e atividades da área temática pela qual foi escolhida, seja ela gastronomia, design, cinema ou outra. Isso resulta na atração de mais turistas, na geração de emprego, renda e desenvolvimento para a região. Por isso é tão importante investir na candidatura ao título", enfatiza o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, com o edital, o MinC quer ajudar as prefeituras a apresentarem propostas mais competitivas na próxima seleção de cidades criativas, que acontecerá em 2019.

Oito cidades brasileiras já fazem parte da Rede de Cidades Criativas: Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), no campo da gastronomia; Brasília (DF) e Curitiba (PR) no do design; João Pessoa (PB), artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), música; e Santos (SP), cinema. O programa da Unesco tem o objetivo de promover a cooperação internacional entre cidades que investem na cultura e na criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. Atualmente, 180 cidades de 72 países fazem parte da rede.

O edital tem como objetivo estimular a elaboração de planos de desenvolvimento que, além de estimular a economia criativa e que tenham a cultura como base, contribuam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030 da ONU. Podem participar do certame quaisquer municípios integrantes do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e que já desenvolvam ou pretendam desenvolver ações nas quais a criatividade seja vetor de desenvolvimento urbano sustentável e que ainda não tenham sido eleitas cidades criativas pela UNESCO. 

Rede de Cidades Criativas

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004. Na prática, as participantes assumem o compromisso de compartilhar experiências e conhecimento entre si; de desenvolver parcerias com os setores público, privado e a sociedade civil; fomentar programas e redes de intercâmbio profissional e artístico; de realizar estudos, pesquisas e de criar meios de divulgação que ampliem o conhecimento sobre a Rede e suas atividades.

Para serem integrantes da Rede, as cidades precisam passar por processo de seleção realizado pela Comissão de Avaliação da UNESCO. A proposta de candidatura deve demonstrar de forma clara e prática a disposição, o compromisso e a capacidade em contribuir com os compromissos das cidades criativas. Deve apresentar um plano de ação realístico, incluindo detalhamento de projetos, iniciativas e políticas que serão executadas nos quatro anos seguintes à admissão ao Programa.


Pesquisa mapeia hábitos culturais de 12 capitais brasileiras

Assessoria

Entender como 33 milhões de brasileiros, residentes em 12 capitais do País, consomem diversão e arte, e fornecer insumos para que produtores e gestores culturais saibam das preferências de seus consumidores e impulsionem os setores que precisem de mais desenvolvimento. Esses são os objetivos da Pesquisa Cultura nas Capitais, projeto realizado pela JLeiva Comunicação em parceria com o Datafolha, com o incentivo da Lei Rouanet. Os resultados estão disponíveis no site Cultura nas Capitais.

Para o público de Brasília, a produtora organizou uma apresentação com os dados completos da Pesquisa no próximo dia 1º de agosto, das 9h às 13h30, no Centro Cultural do Banco do Brasil. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo site.

Cultura e educação

Para realizar a pesquisa, foram entrevistadas 10 mil pessoas, de 12 anos ou mais, de 14 de junho a 27 de julho de 2017 em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. Os resultados mostram que a leitura (68%) é a atividade cultural favorita da população das capitais, que também tem o hábito de ir ao cinema (64%) e a shows (46%).

O grau de escolaridade é um fator determinante para o consumo de atividades e bens culturais. A população que tem ensino superior completo consome mais em todas as áreas abordadas na pesquisa: livros, cinema, shows, festas populares, feiras de artesanato, bibliotecas, dança, museus, teatro, circo, saraus e concertos.

Em relação à regularidade no consumo, 33% da população frequenta entre três e cinco atividades culturais ao ano, enquanto 32% disse ir a dois eventos ou menos. Já 23% tem o costume de ir a eventos artísticos e de diversão entre seis e oito vezes ao ano, e 12%, entre nove e 12 vezes, a taxa mais alta.

O consumo de eventos e bens culturais gratuitos é maior: 32% da população disse só consumir esse tipo de atividade, enquanto apenas 8% declarou consumir somente atividades pagas. A intenção de consumo é maior entre as mulheres, embora a distância entre a taxa que mede a vontade de comparecer a atividades culturais e a frequência seja menor entre os homens.

No caso dos museus, por exemplo, ainda que 60% do público feminino tenha planos de ir a exposições e mostras, apenas 29% chega a comparecer de fato a essas atividades, uma diferença de 31 pontos percentuais. Entre os homens, a distância é de 19 pontos.  

Metodologia

Os entrevistados foram abordados pessoalmente em 990 pontos das capitais e responderam a um questionário com cerca de 50 perguntas. Além de questões sobre os hábitos culturais, também houve apuração de variáveis sociodemográficas, como sexo, idade, escolaridade, classificação econômica e renda.

A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, chegando a 95% de confiança. Do total de entrevistados, 53% eram mulheres e 47% homens, 24% tem ensino superior completo e 76% possuem ensino médio ou fundamental.

Incentivo Fiscal

A Pesquisa Cultura nas Capitais contou com o apoio do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet, que aprovou a proposta a captar recursos no valor de R$ 1.170.842,80. Do total aprovado, os produtores da pesquisa conseguiram patrocínio de R$ 1.168.027,30.

Os projetos aprovados via Lei Rouanet podem ser acompanhados por qualquer cidadão, pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), no menu Transparência do Portal da Lei Rouanet. O link dá acesso aos dados básicos dos projetos apresentados, aprovados e apoiados, assim como aos valores de cada um deles.


Misc recebe evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana, Caribenha e Tereza de Benguela

Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, junto ao grupo Ciranda Crioula, realizam de 13 a 30 de Julho, no Museu da Imagem e do Som – Misc, a exposição “De Benguela, de Cuiabá, do Mundo, Terezas”, organizada por Érica Sales, Isis de Castro e Gilda Portella. E também, a “IX Ciranda de Crioula” que vai  trazer uma programação voltada ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana, Caribenha e Tereza de Benguela. No museu, as comemorações em homenagem a data, será no dia 21.

No dia 25 de julho se celebra o Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. No Brasil, o marco também homenageia Tereza de Benguela, que foi uma importante líder quilombola no século XVIII.

A comemoração à historicidade das mulheres “Terezas” personifica alegrias, dores, lutas, esperança e reflexões sobre a negritude, além de nuances culturais da matriz africana, vetores do universo feminino negro, suas raízes profundas e condutoras da história e cultura mato-grossense. São obras de mulheres que retratam outras personalidades femininas, contando sua história, ou a de outrem, sensibilizando os olhares pela arte.

“Estamos abrindo o Misc para que todas as pessoas possam se manifestar culturalmente. Queremos o lugar amplamente habitado e repleto de arte dos mais diferentes conceitos. Daqui para frente teremos uma vasta programação, que engloba desde exibições de cinema e música à fotografia, cursos e seminários. Vamos transformá-lo em um espaço vivo e interativo”, ressaltou Francisco Vuolo, secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo.

Além das organizadoras, o movimento tem Edilaine Duarte, Claudio Benassi, Lindalva Alves, Luana Soares, Luiz Renato, Maria Clara Bertúlio, Silviane Ramos, Talita Gonçalves, Tereza Helena, Cristovão Luiz, Grupo Aguerê, Lupita Amorim, Antonieta Luisa Costa, Gonçalina Eva Almeida de Santana, Silviane Ramos, Erica Salles, Isis Castro, Regina Cancio, Graça Almeida, Ivan Neto, Mario Luiz, Grupo Aruandê, Mestre Borracha, Sonia Aparecida, Isla Castro e João Almeida.

O evento exibe obras de Gilda Portella, Meg Marinho e Paty Wolff, retratando o universo infanto-juvenil e de mulheres negras anônimas, além do cotidiano das artistas ou da história brasileira e mato-grossense.

“São as Mulheres em ciranda, uma por todas e todas por uma. Já ouvimos essa cantiga nas caminhadas a militar, nessas telas, nessas telas, estamos todas lá! Cores, faces, lutas e bandeiras a levantar. É um projeto ousado de toda arte misturar. É a cara de quem organiza, num misto de congregar... Estão elas, uma por todas e todas por uma em suas telas a registrar! Mas nessa ciranda tem poeta, tem cantora, grafiteira, atriz a embalar, essa mistura de artes de todas por uma propiciando o Encantar!”, concluiu a entusiasmada Paty Wolf. Confira programação completa:

IX Ciranda de Crioula - Programação Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha e Tereza de Benguela

De 13 a 30 de julho - Exposição “De Benguela, de Cuiabá, do Mundo, Terezas” - Gilda Portella, Meg Marinho e Paty Wolff

Dia 13: 16h - Oficinas de Turbantes - Gilda Portella, Meg Marinho e Paty Wolff.

Oficina de Dança Afro - Grupo Ayoluwá – Cristovão Luiz.

Dia 21: Das 16 horas às 21 horas

Exposição Heroínas Negras - Coletivo Negro da UFMT - Painting Art - Paty Wolff;

Apresentação das Instituições Representativas, Movimentos Sociais e seus representantes.  Roda de Afoxé - Grupo Aguerê.

No Palco Dona Francisca - Performance  - Lupita Amorim Sarau de Poesias afro mato-grossense: Edilaine Duarte, Claudio Benassi, Lindalva Alves, Luana Soares,   Luiz Renato,  Maria Clara Bertúlio, Silviane Ramos, Talita Gonçalves, Tereza Helena  e aberta a  demais participações. Mediadoras - Antonieta Luisa Costa e Gonçalina Eva Almeida de Santana

Lançamento do livro Pérolas Negras, de Silviane Ramos.

Ciranda Umbigada - Erica Salles e Isis Castro.

Cântico e Dança Sagrada - Grupo Cultural Tambores da Jurema Axé e Dendê - Regina Câncio, Graça Almeida, Percussão – Ivan Neto e Mario Luiz.

Roda de Capoeira - Aruandê e Mestre Borracha

Artesanatos: Mandalas e Orixás - Sonia Aparecida, Bonecas Negras (Abayomi) - Regina Cancio

Dia 25: Exposição de Fotografia Ciranda e Terezas Cuiabanas com Isla Castro e João Almeida.


Na Unesco, em Paris, ministro anuncia apoio técnico para cidades brasileiras ingressarem na Rede de Cidades Criativas

Assessoria

Em visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta quarta-feira (13), em Paris, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, expressou interesse em ampliar a participação brasileira na Rede de Cidades Criativas da instituição. Sá Leitão se reuniu com a diretora-geral da Organização, Audrey Azoulay. Para o ministro, o investimento na cultura e na criatividade é fundamental para promover o desenvolvimento sustentável.
 
Sá Leitão disse que pretende lançar, nas próximas semanas, em parceria com o escritório da Unesco em Brasília, um chamamento público para selecionar duas cidades brasileiras que receberão capacitação técnica para apresentar suas candidaturas para ingressar na Rede de Cidades Criativas. O ministro aproveitou a oportunidade para apoiar a candidatura de Santos (SP) como sede, em 2020, da reunião anual da Rede.
 
A Rede de Cidades Criativas foi criada em 2004, com o objetivo de estimular a inovação e a criatividade em sete áreas temáticas: artesanato e artes folclóricas, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas e música. No ano passado, a Rede já contava com 180 cidades de 72 países, sendo oito do Brasil: Brasília (DF) e Curitiba (PR), na área de design; Belém (PA), Florianópolis (SC) e Paraty (RJ), em gastronomia; João Pessoa (PB), em artesanato e artes folclóricas; Salvador (BA), em música; e Santos (SP), em cinema.
 
Centro Lúcio Costa
 
Durante o encontro, Sérgio Sá Leitão e Audrey Azoulay assinaram a renovação do acordo de credenciamento do Centro Lúcio Costa (CLC) junto à Unesco. Vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o CLC é um centro de formação profissional que visa aperfeiçoar a gestão do patrimônio cultural e promover a cooperação entre países de língua portuguesa e espanhola, na América do Sul, na África e na Ásia. A cada seis anos, seu credenciamento junto deve ser renovado.
 
Audrey Azoulay disse que o Centro Lúcio Costa revela a disposição brasileira de contribuir para a cooperação internacional em matéria de gestão do patrimônio, beneficiando países de língua espanhola e portuguesa da América do Sul, da África e da Ásia. 
 
Sá Leitão mencionou o compromisso de criar um centro de referência no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro. A ideia é que o futuro espaço funcione como um centro de informações, de visitação e de interpretação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, que ingressou na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco no ano passado. Nesta sexta-feira, o ministro anuncia cessão de prédio à Fundação Cultural Palmares para a construção desse centro.
 
O tráfico ilícito de bens culturais foi outro tema da reunião. O ministro fez um breve relato do seminário Proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito, promovido pelo MinC e pelo Instituto Itaú Cultural, na semana passada, em São Paulo (SP). Ele adiantou que o ministério vai criar uma Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual, com uma coordenação específica de combate à pirataria e ao tráfico de bens culturais.
 
Sá Leitão convidou Azoulay para vir ao Brasil, em novembro, na primeira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR) – megaevento que reunirá produtores culturais, empresários e artistas da América do Sul e de outros continentes na cidade de São Paulo (SP).
 

Favela e poder público se unem para debater cultura e potencial da indústria criativa no País

 Assessoria
 
Em uma roda de conversa composta pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, pelo diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, o cantor Dudu Nobre, a jornalista Flávia Oliveira, a fundadora da Feira Preta, Adriana Barbosa, a atriz, cantora e fundadora do Dream Team do Passinho, Lellêzinha, o cantor Serjão Loroza, o presidente da Cufa Global, Preto Zezé e os líderes da Cufa, Nega Gizza e Celso Athayde, os debatedores trocaram experiências e levaram ao público, que se aglomerou sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, informações sobre empreendimentos e linhas de financiamentos governamentais nas mais diversas áreas da cultura.
 
Uma das principais referências da Cufa, a rapper Nega Gizza, lembrou o papel de transformação social da cultura. "É pela cultura que gente como a gente, nascida e criada nas favelas do Brasil, consegue ter vez e voz. É o universo cultural que nos permite quebrar um ciclo de anonimato e alcançar o nosso protagonismo", disse na abertura do evento.
 
A importância da economia criativa como terreno gerador de oportunidades de inserção profissional, de acesso ao mercado de trabalho de geração de riqueza para o País e para as pessoas foi enfatizada pela mediadora do debate, Flávia Oliveira. "O emprego, como nós conhecíamos, não existe mais nem na quantidade e nem no nível de remuneração que desejamos e merecemos. Nesse sentido, a capacitação e a formalização são essenciais para que, entre os milhares de profissionais autônomos, surjam novos empresários".
 
Ativos culturais e capacitação
 
Entusiasta do potencial da indústria criativa, Sá Leitão apresentou os números que mostram a cultura como um dos principais ativos econômicos do País. "54% do fluxo de dados nas redes de telecomunicações no Brasil são para acesso para a conteúdos audiovisuais variados. Mais da metade do faturamento do setor de telecomunicações tem a ver com o que a gente faz no seio da economia criativa e da cultura", exemplificou.
 
Para o ministro, reforçar a importância dessa indústria vai além de uma questão individual para cada um dos artistas, dos produtores e dos gestores culturais. "É muito maior do que uma visão setorial voltada apenas ao fortalecimento da área da cultura. Isso tem a ver com o projeto de País.
O País que queremos construir, mais justo, com mais oportunidade, com emprego, com geração de renda, com senso de pertencimento. As atividades culturais e criativas têm tudo a ver com isso", ressaltou.
 
Na avaliação de Sá Leitão, a não realização do potencial do setor está intimamente ligado ao fato de as pessoas, de um modo geral, não conseguirem enxergar o valor simbólico e econômico da cultura. "Me angustia ver o quanto nós desperdiçamos esse ativo que temos no Brasil. Sou otimista, como todo brasileiro, consciente da realidade, mas esperançoso. Estou convencido de que onde vemos crise, precisamos ver oportunidade, uma plataforma de impulsionamento.
 
Independentemente de as atividades criativas não serem socialmente valorizadas como devem, elas seguem crescendo a uma velocidade impressionante", disse.
 
De acordo com o ministro, entre 2012 e 2016 as atividades criativas cresceram 9,1%, ao ano. "Vale lembrar que nesse período vivemos um momento de profunda recessão. Mais impressionante do que o crescimento pregresso é o potencial de desenvolvimento futuro", declarou. O ministro destacou para o público todos os investimentos feitos pelo Ministério da Cultura nos últimos meses, os editais lançados e as medidas adotadas para simplificar o acesso das pessoas aos programas e linhas de financiamento da Pasta.
 
O fascínio pela potência da criatividade levou o engenheiro, Christian de Castro, hoje diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a se dedicar à produção cinematográfica. À frente da Ancine desde o início do ano, ele destacou o potencial da indústria audiovisual dentro da economia criativa e a necessidade de capacitação para tornar o setor mais inclusivo.
 
O diretor da Ancine falou sobre as linhas de investimento aprovadas este ano para formação e capacitação. "A ideia é trazer a tecnologia para dentro desse jogo. Com novas mídias e o digital, os diferentes criadores poderão elaborar novos modelos negócio ou novas formas de distribuir e entregar o conteúdo da sua atividade cultural. Nossa intenção é aproximar ainda mais esse universo do escopo de trabalho da Ancine. Apesar de ter cinema no nome, a agência hoje procura englobar toda a cadeia produtiva do audiovisual para que o setor possa incluir um número ainda maior de pessoas", enfatizou.  
 
Empreendedorismo negro
 
O desemprego levou a empresária Adriana Barbosa a se lançar, com uma amiga, nos mercados alternativos de rua. O trabalho incessante de Adriana permitiu que um antigo brechó se tornasse uma feira de rua e, anos depois, uma feira de pavilhão. Criadora da Feira Preta, maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, a empresária construiu um modelo de economia criativa que trouxe também impacto social. "Nossa preocupação era colocar o negro no centro da produção, sendo ele dono da sua própria criação, permitindo que a circulação monetária ficasse na mão dele".
 
Para ela, a inclinação para os negócios faz parte da cultura e da história do povo negro no nosso País, sobretudo, das mulheres negras. "Estamos fazendo essa economia criativa há pelo menos 130 anos. Desde as mulheres que vendiam na Bahia, com seus tabuleiros na cabeça, sem frequentar universidade ou compreender estratégias de marketing. Hoje, em pleno século 21, temos diversas influenciadoras digitais que fazem vídeos no YouTube e mudam todo o mercado de cosméticos. Tudo isso mostra que a terminologia economia criativa, criada no Reino Unido, já é parte de nós há muito tempo", declarou.
 
Oriundos do meio artístico, Serjão Loroza e Dudu Nobre, revelaram suas trajetórias não apenas como artistas, mas como empreendedores do meio cultural. Para o cantor e ator nascido no Morro São José, sobreviver da arte foi um de seus maiores e mais bem-sucedidos empreendimentos.
 
"Entendi desde muito cedo que primeiro colocamos a aeronave no ar e depois aprendemos a pilotar. A cachaça Doloroza, meu novo empreendimento, surgiu depois de observar que, nos últimos anos, 80% dos shows que eu fiz foram financiados pelas bebidas que eram vendidas ao redor do evento. Percebi que poderia fazer o mesmo não apenas para a minha arte, mas para os projetos parceiros ou que me interessem culturalmente", disse.
 
Dudu Nobre, que desde os 10 anos é músico, acredita que um dos grandes desafios na área musical é a constante adaptação à realidade do mercado. "Com a difusão dos meios digitais, até mesmo as tradicionais emissoras de televisão estão sofrendo um baque com a entrada de canais de vídeo sob demanda. Minha dificuldade agora é levar essa nova realidade para o meu público, por exemplo, que não tem costume de acessar YouTube, Spotify. Cabe a mim apresentar todas essas inovações para aqueles que me acompanham há anos", ponderou.
 
Mais jovem das empresárias e debatedoras do time, Lellêzinha revelou que a produtora criada por ela (Toca Tudo Produções) nasceu do sonho de levar a cultura da favela, do funk para o mundo.
 
"No início da minha carreira tinha o sonho de disseminar o passinho em todos os lugares. Hoje, o Dream Team do passinho virou uma marca de música, de moda, de grupo de funk. No
ssa empresa já trabalha com outros artistas e outros projetos. Mas o mais importante é ver que nossa meta foi cumprida".
 
Ativismo social e criativo
 
Preto Zezé, presidente da Cufa Global, disse acreditar que a Central Única das Favelas representa um espaço de puro protagonismo e empreendedorismo. "Aqui transformamos um lugar de depressão em um local de criatividade. Esse debate é muito importante porque estamos reunindo pessoas pretas para falar não de tragédia, de morte, de exclusão, mas de economia. A juventude negra não se resume a discriminação e hoje estamos comprovando isso", disse.
 
A vontade de unir empresas a ações sociais levou o publicitário Caio Coimbra a criar uma agência de causas. "Quando a gente fala de economia criativa, estamos falando sobre valorizar as coisas que estão presentes no nosso dia a dia. Minha missão é fazer com que as empresas possam comprar causas. Maquiar produtos para vender ideias nunca me atraiu", enfatizou.
 
Já o fundador da Cufa, Celso Athayde, destacou todo o caminho percorrido por ele desde a infância pobre em Madureira até a criação da ONG e da Favela Holding (conjunto de empresas que tem como objetivo central o desenvolvimento de favelas e de seus moradores), e ressaltou a necessidade de combater as desigualdades. "Ao reunir moradores de favelas e a população negra na nossa Holding, não estamos apenas ganhando dinheiro, estamos democratizando o acesso dessas pessoas ao mercado. Uma de nossas empresas, a Favela Voando, tem mais de 200 agências de viagem. E neste debate vemos tudo o que eu sonhei lá atrás se materializando cada vez mais. Ou o País pega toda a riqueza que a favela gera e divide com a periferia ou vamos ser obrigados a conviver com a tragédia que a elite vem gerando por conta da concentração de renda", concluiu.
 
Balcão de dúvidas
 
Para que os moradores das favelas, artistas e agentes culturais pudessem conhecer um pouco sobre as linhas de fomento disponibilizadas para a cultura, o MinC levou técnicos de algumas secretarias para tirar as dúvidas do público sobre editais, questões burocráticas, entre outros temas. Após o sucesso da iniciativa, o plantão de dúvidas deverá ser transformado em uma ação permanente. A ideia é que a Cufa ceda uma sala para que, uma vez por semana, técnicos do Ministério da Cultura se revezem para esclarecer moradores, produtores e artistas locais sobre os programas e linhas de crédito do MinC.

"Han Solo" dá pistas sobre a origem da rebeldia do personagem

O spin-off de Guerra nas Estrelas chega aos cinemas com pequenas revelações

Ricardo Daehn

Pode parecer uma contradição, mas no filme futurista Han Solo: Uma história Star wars pesa, de fato, uma conjuntura formulada nos idos de 1970. Bem antes de vencer o Oscar de melhor filme e direção, há 16 anos, por Uma mente brilhante, o cineasta Ron Howard (agora, à frente de Han Solo) despontava como talento, atuando no segundo filme do criador da saga Star wars, George Lucas, Loucuras de verão (1973). E, para completar, lá estava Harrison Ford, num papel pequeno, mas fundamental. Tudo isso, bem antes de Ford ser eternizado nas telas como o galanteador de tigela cheia que aplicaria até bullying sentimental com a princesa Leia Organa, numa galáxia pra lá de distante.

Enquanto Han Solo se afirma como um filme de formação, pode ainda indicar as trilhas para o caráter discutível do protagonista que, neste spin-off, promete revelar os motivos pelos quais apregoa eterna insubordinação na franquia assinada pela Lucasfilm e pela Walt Disney. Talhar o destino das origens de Han Solo, pelo que diz o diretor Ron Howard, foi das maiores motivações para assumir as rédeas de um projeto, dado como problemático, e que consumiu mais de US$ 250 milhões na produção. Até o veredito dado pelo Han Solo original — Ford teria assistido ao filme, e aprovado sua versão jovem feita, claro, por outro ator, com exclamações de que “ele acertou em cheio: fez (o personagem), do modo dele!” —, o ator Alden Ehrenreich (de Ave, César!) se equilibrou numa corda bamba, ao estrelar um filme cujos diretores iniciais, Phil Lord e Chris Miller (de Uma aventura Lego), foram dispensados, em pleno processo de filmagem.
 
Antes de chegar às atuais mais de duas horas e vinte minutos de projeção, Han Solo, ainda nas mãos da dupla Lord e Miller, contava com a completa aprovação da performance de Alden Ehrenreich, uma vez que, à revista americana Esquire, eles reiteraram a capacidade dele de capturar o “espírito da performance” clássica de Ford.
 
Trazer nuances novas e originais à personalidade de Solo equivaleria à escolha de Chris Pine para viver um renovado Capitão Kirk, em Star trek (2009), como chegaram a comparar os antigos diretores. Com cerca de 70% das imagens atribuídas a Ron Howard, que aceitou assumir o leme do projeto quase naufragado, dada “a oportunidade” (como disse em entrevistas no exterior), a fita teve, claro, o aval da propaganda de Ehrenreich, capaz de confirmar que “todos (na equipe) se sentiram rejuvenescidos e entusiasmados em trabalhar no filme”, sob o comando do cineasta de 63 anos.
 
O pré-lançamento do longa, nos últimos dias, tem aquecido especulações (do conteúdo) e momentos divertidos como o dos stormtroppers perfilados, no tapete vermelho da sessão no Festival de Cannes. Com um videoclipe barulhento para a música This is America, o ator Donald Glover (que, na trama, faz o trambiqueiro Lando Clarissian, personagem, outrora, reservado a Billy Dee Williams) também criou burburinho. Amplitude no “espectro da sexualidade” de Lando, alinhado ao ressentimento de “não se ter um personagem mais LGBT” na franquia, pelo que afirmou Jonathan Kasdan (corroteirista da fita, ao lado do pai Lawrence, sempre celebrado por O império contra-ataca) só contribuíram para a noção de pansexualidade impressa pelo coprotagonista. Aliás, já está corrente a ideia de um filme apenas de Lando, para uma futura derivação da série.
 
Sorte, no jogo...
 
Um senso de exclusão promete ser desfiado em Han Solo, com o planeta Corellia intermediando momentos opressores não apenas para Solo, mas igualmente para a amada dele, Qi´Ra (papel de Emilia Clarke). Marginalizados, ambos vão constatar a silhueta da formulação da resistência contra o Império tirano, situação que leva ao desejo de fuga. Em Cannes, durante entrevista à publicação Variety, a estrela Emilia Clarke (de Game of thrones), a Qi´Ra, retrucou a pecha de atrelar o currículo à papeis de “mulheres fortes”: “Estou apenas interpretando mulheres”, teria disparado.
Repassando a ideia de que “nas traições sistemáticas, Han nunca será desapontado”, o personagem de Woody Harrelson, Beckett, promete ser uma ponte entre o mercenário Han Solo e um submundo da galáxia apresentada pelo mesmo diretor de Apollo 13 — Do desastre ao triunfo (1995) e de O código Da Vinci (2006). Com saldo favorável de explosões, por enquanto, o longa tem tido questionada a ação “sem grandiosidade visual” e o teor de malandragem dos personagens, um tanto “fora do ponto”.
 
Homenagens indiretas à história da literatura estão citadas no roteiro que tem (Samuel) Beckett e (John) Dryden — um crítico do século 17 — como agentes à margem da lei. Dryden Vos (personagem de Paul Bettany) está líquido e certo como o novo vilão, mas, com breve aparição. Jogatinas, piratas espaciais e trapaceiros têm lugar assegurado na trama em que, nos moldes da paixão pelo primeiro automóvel (de um terráqueo), Han Solo experimentará o voo inaugural na gigantesca Millennium Falcon. Também já deu o que falar, na imprensa estrangeira a tacha de “monstruosa criatura”, contornada por Chewbacca (Joonas Suotamo), o agigantado chapa de Han Solo, numa relação de amizade que será perpetuada por muitos filmes.

Morre Philip Roth, gigante literário norte-americano, aos 85 anos

Em uma das últimas entrevistas que deu, o autor do 'Complexo de Portnoy' disse que passava o dia lendo, uma atividade que substituiu a escrita


Casa de Guimarães é alvo do Gaeco por desvios de recursos estaduais

Da Redação*

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar está neste momento dando cumprimento a mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapada dos Guimarães, nas sedes da Associação Casa de Guimarães, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.

A realização de buscas e apreensão de documentos tem por finalidade a obtenção de provas para subsidiar as investigações em curso, e notadamente para desarticular suposta organização criminosa instalada para desviar recursos públicos em contratos firmados entre referida associação e Governo do Estado de Mato Grosso, entre os anos de 2011 a 2018.

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações e lavagem de capitais. 

A Associação Casa de Guimarães é uma organização social de Mato Grosso que desde 2006 atua em projetos nas áreas da cultura, educação, sustentabilidade e conservação do patrimônio histórico e artístico.

Com sede em Chapada dos Guimarães e escritório administrativo em Cuiabá, a entidade completou 11 anos de existência em 2017. Em todos esses anos, desenvolveu diversos projetos, administrou convênios e se consolidou no segmento cultural.

"Ela planeja, executa, incentiva projetos, estabelece parcerias, fomenta e realiza intercâmbio de conhecimento nas áreas onde atua. Cada ação sempre tem o objetivo intrínseco de gerar desenvolvimento humano e social. É nisso que a Casa de Guimarães acredita", afirma o site da associação.

*(Com informações do Ministério Público)


"O Processo", retrato angustiante do impeachment, chega aos cinemas

Estreia no Brasil do premiado filme de Maria Augusta Ramos que mostra bastidores do rito de afastamento de Dilma Rousseff


Abuso sexual, drogas e um talento descomunal: assim foi a vida de Whitney Houston

Documentário de Kevin Macdonald investiga turbulenta trajetória privada e artística da cantora, que morreu aos 48 anos


16ª Semana de Museus começa nesta segunda-feira (14)

Com o tema Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos, a 16ª edição da Semana de Museus será realizada entre os dias 14 a 20 de maio. O evento, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vai contar com a participação de 1.130 instituições, que farão 3.261 eventos em 489 municípios de 26 estados brasileiros.
 
A Semana de Museus é realizada na semana em que se inclui o dia 18 de maio, quando se comemora o Dia Internacional de Museus. O evento visa promover, divulgar e valorizar os museus brasileiros, aumentar o público visitante e intensificar a relação dos museus com a sociedade.
 
Entre as atividades que serão realizadas pelos museus estão exposições, ações educativas, exibição de filmes, visitas mediadas, oficinas e bate-papos, entre outras. 
 
Confira a programação completa no Guia online disponível no site do Ibram, onde é possível escolher e identificar o que se pretende fazer por cidade e estado. Além da programação, há ainda o endereço, e-mail e telefones das instituições participantes. Mais informações sobre a 16ª Semana de Museus também podem ser obtidas pelo endereço eletrônico semana@museus.gov.br.
 
Museus hiperconectados
 
 Escolhido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom), o tema deste ano, Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos, propõe uma aproximação das instituições com seus públicos tanto pelo viés tecnológico quanto por outras conexões. Ao mesmo tempo em que museus investem em tecnologia para alcançar novos públicos, ainda são indispensáveis esforços para engajar quem ainda não está on-line – especialmente em áreas periféricas, rurais e regiões de difícil acesso.
 
Atualmente, o Ibram tem mapeados cerca de 3,8 mil museus no Brasil. Além de ser responsável pela Política Nacional de Museus, o instituto administra diretamente 30 museus. Confira a lista neste link
 
Com relação a 2017, houve um aumento de quase 6% no número de instituições que participam da ação, de 1070 para 1130. Também houve crescimento no no número de eventos que serão realizados, que passaram de de 3079 para 3261.  
 

Circuito #CulturaGeraFuturo capacita produtores e gestores culturais do Mato Grosso do Sul

Para ampliar o alcance da política cultural e dos instrumentos de fomento à cultura do Governo Federal, o Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta sexta-feira (11/5), em Campo Grande (MS), nova rodada do Circuito #CulturaGeraFuturo. O evento já passou por Macapá (AP), Fortaleza (CE), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e Natal (RN), reunindo um público total de mais de 1,5 mil pessoas. Depois de Campo Grande, as atividades seguem para Porto Velho (RO).

Na capital sul-mato-grossense, artistas, produtores culturais, gestores públicos e incentivadores participaram do evento, que atraiu público da capital e do interior. Entre os 102 participantes da sessão de abertura, muitos acordaram cedo para pegar a estrada. Foi o caso da equipe de 14 servidores da Secretaria de Cultura e Esportes do município de Chapadão do Sul, a 326 quilômetros da capital sul-mato-grossense. O grupo deixou a cidade às 4h30 da madrugada (5h30 pelo horário de Brasília) e saiu do micro-ônibus direto para a atividade, que começou às 9h30 (10h30 pelo horário de Brasília).

O evento foi aberto pela ministra da Cultura interina, Mariana Ribas, que apresentou dados que comprovam a força da cultura como eixo de promoção do desenvolvimento econômico do Brasil. Ela também detalhou as principais realizações do MinC e destacou o aumento dos investimentos previstos para este ano. 

"Em 2018, há R$ 1,43 bilhão de recursos disponíveis para incentivo a projetos via Lei Rouanet em todo o Brasil e cerca de R$ 1,5 bilhão para o fomento ao audiovisual, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei do Audiovisual. Nosso objetivo é fazer com que esses recursos cheguem a um número cada vez maior de projetos, de diferentes regiões do país", ressaltou a ministra interina. "É importante destacar que, além do valor simbólico, a cultura tem valor econômico. E a relação entre o social e o econômico não pode ser dissociada", completou.

Participantes de Chapadão do Céu (ao lado da ministra interina Mariana Ribas) pegaram estrada de madrugada para a etapa do Circuito #CulturaGeraFuturo em Campo Grande (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)
 

A diretora de Cultura de Chapadão do Sul, Joélita Martins, contou que o objetivo ao participar do evento era conhecer melhor as opções de fomento e investimento do MinC. "Viemos em busca de informações: tudo o que for para levar recursos para a cultura em nosso município, a gente está interessada", afirmou.

A coordenadora de Projetos da Secretaria de Cultura e Esportes de Chapadão do Sul, Janaína Apis, contou que acompanha de perto o portal do MinC na internet. Foi assim que ela e Joélita tomaram conhecimento do Circuito #CulturaGeraFuturo: "Estamos sempre antenadas. Mal foi divulgado e já fizemos as inscrições", contou.

Servidora da Fundação Municipal de Cultura do município de Maracaju, a cerca de 150 quilômetros de Campo Grande, Nádima Nascimento compareceu ao evento com o mesmo intuito: saber mais sobre os editais e as linhas de fomento do MinC: "Temos vários artistas e, às vezes, falta um pontapé inicial. Não conhecemos tudo o que está disponível."

O ator e produtor cultural David Cardoso Júnior, do humorístico A praça é nossa (SBT), também estava na plateia. Morador em Campo Grande, acaba de ser contratado pela prefeitura para dar aulas de teatro, realizar ações de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgar hábitos alimentares saudáveis em escolas da rede municipal de educação e em Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Ele elogiou o Circuito: "Precisamos de iniciativas como esta", afirmou.

O ator, que também atuou no humorístico Zorra Total (Globo), sugeriu que as políticas de incentivo à cultura não se limitem à etapa da produção. Para Cardoso Júnior, é essencial apoiar a exibição de peças de teatro, filmes e demais espetáculos realizados com a ajuda do incentivo, de maneira que as produções culturais cheguem a um número maior de pessoas.

Também presente ao evento, o secretário de Cultura e Cidadania de Mato Grosso do Sul, Athayde Nery, lamentou a baixa captação de recursos via Lei Rouanet no estado: "Os empresários são absolutamente avessos. Desestimula. A cultura é um grande investimento no ser humano", destacou.

A ministra interina Mariana Ribas defendeu a mobilização dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) e da sociedade para estimular empresários a utilizar mecanismos de incentivo fiscal no próprio estado. "Quem faz a escolha dos projetos, no final das contas, são essas empresas", disse Mariana, destacando a importância do Circuito para capacitar produtores culturais e artistas. Segundo ela, o Circuito é "só o começo": "Este tem que ser um trabalho permanente".

O Circuito #CulturaGeraFuturo será realizado até julho. Equipes do Ministério da Cultura (MinC) estão visitando as 27 capitais brasileiras para levar orientações sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outras oportunidades. Haverá também um módulo voltado a patrocinadores, sobre as formas e vantagens de apoiar projetos culturais. Os encontros têm formato de seminário, com duração prevista de um dia em cada capital.

Investimentos em Mato Grosso do Sul
 
De todas as Unidades da Federação, o Mato Grosso do Sul ocupou a 18ª posição no ranking em valores captados para projetos culturais por meio da Lei Rouanet em 2017 (R$ 2,148 milhões, para sete projetos). Na região Centro-Oeste, ficou em 4º (e último lugar).
 
Até agora, em 2018, um projeto cultural de Mato Grosso do Sul realizou captação por meio da Lei Rouanet, no valor total de R$ 600 mil. Para o mesmo período, o MinC autorizou seis novos projetos do estado a terem acesso aos mecanismos da Lei Rouanet, com teto de R$ 6,7 milhões. 
 
Já há dois Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) inaugurados no estado: um em Corumbá e outro em Dourados. Juntos, receberam R$ 4,04 milhões do MinC. Cada um deles conta com área de 3 mil m². O CEU de Ponta Porã está com obras em andamento e o MinC Já destinou 90% (R$ 1,8 milhão) do repasse previsto. Dois CEUs estão em obras em Campo Grande. Juntas, as cinco unidades vão somar mais de R$ 13 milhões de investimentos do Ministério da Cultura.
 
Outro ponto importante é o Avançar Cidades Históricas, que tem previsão de investimento de R$ 20,5 milhões em dez ações em Corumbá. Já foram finalizadas as obras de requalificação da Praça da Independência (R$2,06 milhões) e da Praça da República (R$1,05 milhão). A requalificação urbanística na ligação da parte alta e parte baixa da cidade, com implantação de passarela, está em andamento. 
 
Ainda estão em fase de preparação as seguintes intervenções: restauração do prédio da Antiga Prefeitura, restauração do prédio do antigo Hotel Internacional, restauração do Antigo Presídio - Casa do Artesão, restauração do casarão da Comissão Mista, restauração do casarão do ILA - Instituto Luiz de Albuquerque, restauração da Igreja Nossa Senhora da Candelária, restauração do Antigo Mercadão e requalificação da Praça Uruguai.
 

Pontos de Cultura Indígena documentam práticas culturais

Min. Cultura
O projeto Memória Viva Indígena, iniciativa da ONG Thydêwá em parceria com comunidades indígenas do Nordeste e os ministérios da Cultura (MinC) e dos Direitos Humanos (MDH), lançou uma compilação com 67 vídeos etnográficos produzidos a partir do registro de práticas de mais de 100 indígenas ligados a oito Pontos de Cultura dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Nos vídeos, é possível conhecer tradições indígenas por meio de temas como culinária, ervas medicinais, bebidas sagradas, música, cerâmica tradicional e artesanato, entre outros.
 
Disponíveis on-line no endereço www.indiosonline.net/memoriaviva, os vídeos, com duração de 3 a 15 minutos, serão distribuídos, em formato DVD, a diversas aldeias indígenas da região Nordeste. O material visa fortalecer as relações que valorizam os saberes e as trocas de conhecimentos entre os povos indígenas, além de preservar e projetar saberes tradicionais. 
 
Para realização do DVD, uma equipe interdisciplinar realizou, nas comunidades indígenas, dinâmicas e oficinas que aproximaram as gerações com o objetivo de valorizar seus conhecimentos e salvaguardar seus patrimônios. Esses vídeos estão sendo utilizados pelos Pontos de Cultura e por escolas indígenas das localidades contempladas para fortalecer atividades educacionais. Além disso, anciões e jovens indígenas estão participando de rodas de conversa nas comunidades, apresentando os filmes e dialogando com os alunos. 
 
Participaram do projeto o Ponto de Cultura da Aldeia Trambuco - Povo Pataxó (Porto Seguro); Ponto de Cultura da Aldeia Milagrosa - Povo Pataxó Hahahãe (Pau Brasil); Ponto de Cultura da Aldeia 2 Irmãos - Povo Pataxó (Cumuruxatiba - Prado); Ponto de Cultura Tupinambá (Olivença- Ilhéus) – todos os localizados na Bahia; Ponto de Cultura Pankararu (Tacaratu - Pernambuco),  Ponto de Cultura Kariri Xocó (Porto Real do Colégio - Alagoas), Ponto de Karapotó Plaki-ô (São Sebastião - Alagoas) e Ponto de Cultura Xokó (Porto da Folha - Sergipe).
 
História além da escrita
 
Mayá Pataxó Hãhãhãe, de 69 anos, conta que os indígenas idosos escrevem sua história de outras maneiras além da escrita. "Há muitos idosos que a sociedade tacha de analfabetos, mas, quando a pessoa conversa com eles, percebe que são importantes sábios. Muitos de nossos anciões não tiveram oportunidade de aprender a ler e escrever, mas leem com maestria os sinais da vida e assim escrevem a história de nosso povo, uma história de inteligentes resistências", destaca.
 
Um dos coordenadores do projeto, Sebastián Gerlic destaca que a memória viva está em constante movimento. "Ela se nutre do passado, se faz no presente e sempre busca transformar o futuro. Quando os livros didáticos falavam apenas em ‘descobrimento do Brasil', isso era uma tentativa de matar a memória dos povos indígenas, e assim matá-los. Mas os indígenas resistiram porque mantiveram sua memória viva", afirma. 

MinC prorroga inscrições de cinco editais #AudiovisualGeraFuturo

As inscrições dos editais de Jogos Eletrônicos, Desenvolvimento de Projetos para a Infância e Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil foram prorrogadas. Agora, os interessados têm até 30 de maio para se inscrever nos três editais e para os de Narrativas Audiovisuais para a Infância – Curta (Live Action) e Narrativas Audiovisuais para a Infância – Série (Live Action). As inscrições são feitas por meio do endereço eletrônico mapas.cultura.gov.br.

Com temática livre, o edital de Jogos Eletrônicos vai selecionar dez jogos eletrônicos, voltados para adolescência e juventude. Foram reservados R$ 2.500.000,00 para os projetos. Cada um dos contemplados receberá R$ 250 mil.
 
edital Desenvolvimento de Projetos para a Infância vai selecionar 22 propostas de obras audiovisuais de produção independente e seus respectivos teasers, sendo dez propostas de obra audiovisual não seriada de longa-metragem, ficção ou animação; e 12 propostas de obra audiovisual seriada para televisão, ficção ou animação. Os vencedores receberão R$ 200 mil.
 
Já o edital de Desenvolvimento de Projetos – 200 anos da Independência do Brasil vai selecionar 35 propostas de obras audiovisuais de produção independente e seus respectivos teasers, sendo dez propostas de obra audiovisual não seriada de longa-metragem, ficção ou animação; dez propostas de obra audiovisual não seriada de longa-metragem, documentário; e 15 propostas de obra audiovisual seriada para televisão, ficção ou animação. As obras de ficção selecionadas receberão R$ 200 mil e as documentais, R$ 100 mil.
 
Os editais Narrativas Audiovisuais para a Infância – Curta (Live Action) e Narrativas Audiovisuais para a Infância – Série (Live Action) selecionarão projetos voltados para o público de zero a 12 anos. O Curta (Live Action) vai selecionar 21 obras audiovisuais independentes de curta-metragem, de até 13 minutos, live action, com temática livre. Cada projeto receberá até R$ 100 mil.
 
A Série (Live Action) vai selecionar cinco obras audiovisuais independentes de minissérie de ficção, de 13 episódios de até sete minutos, live action, com temática livre, e cinco obras audiovisuais independentes de minissérie de ficção, de 26 episódios de até sete minutos, live action, com temática livre, ambas também voltadas ao público de zero a 12 anos. Os prêmios vão de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.

#AudiovisualGeraFuturo

Todos os editais têm cotas para projetos de produtoras sediadas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Também há cotas para filmes dirigidos por mulheres (cisgênero ou transexual/travesti), pessoas negras ou indígenas e novos diretores, com no máximo um curta-metragem no currículo.
 
No total, o programa #AudiovisualGeraFuturo conta com 11 editais, sendo o maior já lançado pelo MinC no setor audiovisual em termos de volume de recursos e de projetos e um marco na inclusão social de segmentos da população que normalmente não estão contemplados. Conheça aqui o programa. 

Prêmio Funarte Arte e Educação 2018: inscrições abertas

Da Redação

Estão abertas desde 13 de abril as inscrições para o Edital Prêmio Funarte Arte e Educação 2018. O objetivo é selecionar e premiar projetos, propostas artísticas e planos de trabalho nas linguagens das Artes Visuais, Música, Dança, Circo e Teatro, em quaisquer meios e formatos, que promovam o reconhecimento e incentivem a continuidade de iniciativas inovadoras e experimentais no campo da arte e educação.
 
Os projetos deverão ter sido realizados dentro do território nacional, em 2016, 2017 e, este ano, até o fim do prazo das inscrições do edital. A portaria que institui o Prêmio Funarte Arte e Educação 2018  foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 12 de abril.
 
As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet através do preenchimento e envio do formulário online, que estará disponível a partir das 9h01 do dia 13 de abril até às 17h59 do dia 28 de maio de 2018, horário de Brasília no portal da Funarte.
 
 Este Edital vai contemplar dez projetos na área de arte e educação. Do primeiro ao quinto lugar, o valor da premiação será de R$ 10 mil (dez mil reais); e do sexto ao décimo lugar, R$ 5 mil (cinco mil reais). O investimento total é de R$ 100 mil, dos quais R$ 75 mil serão concedidos em prêmios e R$ 25 mil serão destinados às despesas administrativas.
 

Coprodução Brasil-Portugal vai concorrer no Festival de Cannes

O Festival de Cannes anunciou que o longa-metragem brasileiro em coprodução com Portugal "Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos" concorrerá como parte da seleção oficial de sua principal mostra paralela, Un Certain Regard (Um Certo Olhar). O documentário, dirigido pelo cineasta português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora (que também assina a direção de fotografia), em 2014 foi selecionada pelo primeiro edital de longa-metragem para produções de baixo orçamento lançado pela Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Longa B.O. Doc.
 
"Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos" foi rodado durante nove meses, em película 16mm e sem equipe profissional, na aldeia Pedra Branca, Terra Indígena Krahô, em Tocantins (TO). O longa-metragem acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, depois de um encontro com o espírito do falecido pai, vê-se obrigado a realizar sua festa de fim de luto.
 
O documentário foi produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da produtora Entrefilmes (MG), em coprodução com a Karõ Filmes (Portugal) e a Material Bruto (São Paulo). É a primeira vez que um filme brasileiro está na mostra Un Certain Regard, desde 2011, quando concorreu "Trabalhar Cansa", de Marco Dutra e Juliana Rojas. Neste ano, a seção paralela terá avaliação de um júri liderado pelo ator Benicio Del Toro. A 71ª edição do Festival de Cannes ocorrerá de 8 a 19 de maio na cidade francesa. 

Brasil em Cannes

"O Grande Circo Místico", o mais novo filme do cineasta Cacá Diegues, também será exibido pela primeira vez no Festival de Cannes. O longa-metragem, que recebeu R$ 3 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), é uma coprodução Brasil-França-Portugal e um dos sete filmes a serem exibidos na Sessão Especial do evento. Com os atores franceses Vincent Cassel e Catherine Mouchet e os brasileiros Mariana Ximenes, Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer e Juliano Cazarré no elenco, "O Grande Circo Místico" conta a história dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações de uma mesma família que estivem à frente do espetáculo com suas histórias.

Funarte lança "Ensaios brasileiros contemporâneos"

A Fundação Nacional de Artes – Funarte/Ministério da Cultura lança, no dia 19 de abril, no Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa – Shopping Leblon, às 19h30, os cinco últimos volumes da Coleção Ensaios brasileiros contemporâneos, com os títulos: Psicanálise, Política, Artes Visuais, Filosofia e Literatura.
 
Na coleção, concebida por Francisco Bosco, cada livro aborda uma área de conhecimento. Cada volume foi organizado por nomes reconhecidos na área abordada. A antologia tem como objetivo apresentar um panorama inédito da produção ensaística contemporânea brasileira, em campos distintos do saber. O presidente da Funarte, Stepan Nercessian, deu continuidade ao projeto dos Ensaios Brasileiros Contempâneos, não somente por ser este um compromisso já da Funarte, como também por ter verificado a importância do gênero ensaio e dos textos para a arte do Brasil. Na noite de autógrafos os organizadores de cada livro participarão de uma mesa de apresentação aberta ao público, mediada por Bosco.
 
O lançamento reúne os volumes Política, planejado por Wilson Gomes, Fernando Lattman-Weltman e Antonio Engelke; Artes Visuais com curadoria de Fernando Cocchiarale, André Severo e Marília Panitz; Filosofia, cujos organizadores foram Pedro Duarte, Luciano Gatti e Ernani Pinheiro Chaves; o título Literatura, coordenado por Frederico Coelho, Marcelo Magalhães e Flávia Cêra e Psicanálise, organizado por Tania Rivera, Luiz Augusto M. Celes e Edson Luiz André de Sousa.
 
Com os novos livros, a coletânea totaliza cerca de quatro mil páginas de quase 300 autores, reunidos por 28 organizadores que, juntamente com consultores, pesquisaram e selecionaram autores e textos. O objetivo da coletânea é divulgar e valorizar a produção textual crítica brasileira contemporânea, fazer uma análise sobre esse trabalho e divulgar um quadro amplo de questões contemporâneas do país. Com essa coleção, a Funarte busca contribuir para a formação e/ou consolidação do público leitor desse tipo de texto.
 
AColeção já contava com quatro volumes: Música, Cidades, Indisciplinares e Problemas de Gênero, lançados em fevereiro de 2017. Os nove volumes podem ser adquiridos nas Livrarias da Travessa ou por encomenda à Funarte, através do e-mail: livraria@funarte.gov.br, por R$ 40 cada um.

Um "sistema ensaístico" brasileiro

O diretor da coleção, Francisco Bosco (ex-presidente da Funarte), diz que a série parte da constatação de que o gênero ensaio chegou a um "ponto de maturidade no Brasil". Para o escritor, isso configura todo um "sistema ensaístico" (citando Antônio Candido): um "vasto número de autores produzindo o gênero, uma tradição ensaística brasileira a que esses autores podem se reportar". E argumenta: "Mas, ao contrário do que se passa em outros países [...], não temos ainda antologias selecionando essa produção de forma abrangente ou sistemática". E conclui que o trabalho apresenta "parte substancial do que de melhor vem sendo publicado entre nós".

Os novos volumes

Psicanálise
O alvo desse volume é espelhar a pluralidade de vozes da criação de ensaios psicanalíticos, na qual se mesclam diferentes posições, em estilos diversos, ora harmônicos ora dissonantes – um vasto panorama de como a psicanálise percorre tantos universos ligados ao homem e aos seus modos de expressão. O livro conta com 46 autores, como Alessandra Monachesi Ribeiro, Betty Bernardo Fuks, ContardoCalligaris, Donaldo Schüler, Elisa Maria Ulhôa Cintra, Gilberto Safra, Haroldo de Campos, Jacques Laberge, Luciano Elia, Márcio Seligmann-Silva, Maria Rita Kehl, Neusa Santos Souza, Paulo Sérgio de Souza Jr., Ruth Silviano Brandão, Suely Rolnik, Tales A. M. Ab'Sáber, Urania Tourinho Peres, Vladimir Safatle, entre outros. Os organizadores são: Tania Rivera, Luiz Augusto M. Celes e Edson Luiz André de Sousa.
 
Política
A antologia reúne ensaios sobre a vida pública e a democracia no Brasil em anos recentes. A seleção e organização dos textos, realizada porWilson Gomes, Fernando Lattman-Weltman e AntonioEngelke, objetivou equacionar as questões mais relevantes do período. Traz textos de Bolívar Lamounier, Christian Ingo LenzDunker, Fábio Wanderley Reis, Francisco Weffort, Gildo Marçal Brandão, Jessé Souza, José Guilherme Merquior, José Murilo de Carvalho, Luiz Eduardo Soares, Luiz Werneck Vianna, Raymundo Faoro, Renato Lessa, Sérgio Bruno Martins, Simon Schwartzman e Vladimir Safatle.
 
Artes visuais
Fernando Cocchiarale, André Severo e Marília Panitz, organizadores da obra, dizem que os ensaios nela reunidos revelam mudanças de padrão no pensamento sobre arte contemporânea e na crítica dessa linguagem. A partir de diferentes objetos, abordagens e olhares, o volume apresenta reflexões sobre a produção de arte e conecta o pensamento artístico à literatura, à filosofia, à antropologia, à psicanálise e a outras vertentes do saber contemporâneo. O livro apresenta 31 autores, como André Parente, Bruna Fetter, Cristiana Tejo, Divino Sobral, Edson Luiz André de Sousa, Franz Manata, Hélio Fervenza, Josué Mattos, Karina Dias, Luiz Pérez-Oramas, Maria Angélica Melendi, Paulo Herkenhoff, Paulo Miyada, Roberto Conduru, Viviane Matesco, YanaTamayo, entre outros.
 
Filosofia
O volume tem como principal meta divulgar uma atualização do debate nessa área. Para a seleção de textos, teve influência a conjunção do rigor intelectual e da criatividade interpretativa – soma que, para os organizadores, Pedro Duarte, Luciano Gatti e Ernani Pinheiro Chaves é "uma característica do gênero ensaístico". Com essa abordagem, busca-se gerar um amplo painel da variedade e da força do ensaísmo filosófico no Brasil, assim como dos desafios e impasses do gênero. A obra reúne trabalhos de 28 autores, como André Duarte, Antonio Cícero, Claudio Ulpiano, Eudoro de Sousa, Franklin Leopoldo e Silva, Gerd Bornheim, Marcia Sá Cavalcanti Schuback, José Américo Motta Pessanha, Marilena Chaui, Marcos Nobre, Olímpio Pimenta, Paulo Eduardo Arantes, Rubens Rodrigues Torres Filho e Vladimir Safatle, entre outros.
 
Literatura
Segundo os organizadores Frederico Coelho, Marcelo Magalhães e Flávia Cêra, essa coletânea de ensaios traz uma afirmação do pensamento crítico da contemporaneidade sobre os gêneros literários "em tempos de impasse". São textos que "confirmam a vocação da literatura como espaço histórico de ressonância dos principais temas do Brasil e da nossa sociedade". O livro reúne 20 autores, como Alberto Pucheu, Beatriz Resende, Celia Pedrosa, Diana Klinger, Eduardo Sterzi, Flora Süssekind, João Camillo Penna, Leda Martins, Leyla Perrone-Moisés, Márcio Seligmann-Silva, Maria Esther Maciel, Marília Librandi, Raúl Antelo, Silviano Santiago e Vinícius NicastroHonesko, entre outros.
 
Lançamento
Coleção Ensaios brasileiros contemporâneos
Cinco últimos volumes
 
Edição Funarte
 
Noite de autógrafos e apresentação, realizada pelos organizadores de cada volume, com mediação de Francisco Bosco, diretor da coleção.
19 de abril de 2018, às 19:30h
Local: Livraria da Travessa – Shopping Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, Nº 290 – 2º Piso
Leblon – Rio de Janeiro (RJ)
 
Preço por volume: R$ 40
Coleção à venda nas Livrarias de Travessa do RJ e sob encomenda, através do e-mail:  ivraria@funarte.gov.br, para todo o Brasil.
 
Realização: Fundação Nacional de Artes – Funarte/Ministério da Cultura
Gerência de Edições/Cepin
Mais informações para o público: ediçoes@funarte.gov.br

Página 1 / 8

Próximo »

Copyright  - MT HOJE  - Todos os direitos reservados